
Em palestra sobre a conjuntura política e econômica, realizada no dia 24 de maio, em Brasília, durante o 1º Congresso Regional dos Funcionários do Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal da Região Centro Norte, Antônio Augusto de Queiroz, do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap), fez uma análise sobre questões socioeconômicas e suas prováveis consequências nas eleições de 2014.
O jornalista, que também é analista político, iniciou sua exposição destacando as conquistas da humanidade, conforme o seguimento histórico, dividindo-as em gerações: cinco, no total, nas quais destacaram-se o papel da organização sindical e participação político eleitoral (votar e ser votado) a fim de adquirir direitos básicos e liberdade.
Ele salientou a situação atual de desqualificação da política pelos brasileiros em função do desejo único de eficiência, comportamento característico da desinformação e da comodidade de muitos que, sem questionar as informações recebidas, tomam-nas como verdades e ajudam a difundi-las.
No seu discurso, o expositor declarou o favoritismo da presidenta Dilma Rousseff nas eleições de outubro próximo, apesar de 74% dos eleitores desejarem mudanças na condução do país, atribuído, principalmente, ao sucesso dos programas de amparo social, que beneficiam milhares de famílias. “O eleitor costuma ser grato a quem lhe concedeu benefício social”, afirma ele. Ele explicou também que a impopularidade dos candidatos Aécio Neves e Eduardo Campos se deve à falta de identificação dos eleitores com seus perfis e respectivas propostas.
CopaSobre a realização da Copa do Mundo no Brasil, Antônio argumentou que os gastos na construção dos estádios são realmente excessivos, mas, em outras circunstâncias, dificilmente os investimentos não seriam feitos, por falta de recursos governamentais ou orçamentários. Ele explicou também que o resultado do campeonato não será determinante para o resultado das eleições, apesar de prever que um resultado positivo favoreceria o governo.
Ainda de acordo com Antônio Augusto de Queiroz, o mercado está muito pessimista com a capacidade do governo de controlar as finanças públicas.
Naiara MarquesDo Seeb Brasília