Notícias

11 de Janeiro de 2010 às 18:10

Movimento contra a Corrupção se reúne nesta quarta para organizar ações pela saída de Arruda

Compartilhe


Veja a galeria de fotos

O Movimento contra a Corrupção, integrado pela CUT e demais centrais sindicais, por movimentos estudantil e social e partidos políticos, realizou panfletagem nesta terça (12), na Rodoviária do plano piloto, pedindo a saída do governador Arruda e do vice Paulo Octávio e dos parlamentares e secretários envolvidos em esquema de distribuição de propinas desvendado pela Polícia Federal. Nesta quarta (13), às 19h, haverá uma plenária para deliberar todas as diretrizes do movimento Fora Arruda, no Sindicato dos Bancários. (EQS 314/315 Sul).

Protesto na Câmara 

O retorno dos deputados distritais ao trabalho, nesta segunda feira (11), foi marcado pelas manifestações que pediam o impeachment do governador José Roberto Arruda e do vice, Paulo Octávio. Cerca de mil pessoas estiveram presentes na Câmara Legislativa na manhã de segunda (11). De um lado, sindicalistas, militantes de movimentos sociais, de partidos políticos e estudantes pediam a moralização da política no Distrito Federal e a saída dos envolvidos em corrupção no GDF e na Câmara Distrital. De outro, detentores de cargos comissionados no GDF e “arrudistas” pagos portavam adesivos, provocavam e tentavam criar conflitos. Um dos “arrudistas” presentes confirmou à reportagem do Correio Braziliense, publicada no Correio Online, ter recebido cerca de R$ 200 para ir à manifestação. Ambos os lados estavam munidos de carros de som.  

As manifestações começaram perto das 10h da manhã e terminaram por volta das 14h, quando os ativistas que pediam a saída de Arruda seguiram em passeata pela W3 norte até o prédio da OAB-DF. “Queremos fazer de 2010 um ano marcado pelo exercício da democracia em Brasília. Além de ser um ano eleitoral, é um ano que nós já começamos reorganizando as nossas atividades contra essa bandalheira que está instalada no governo do Distrito Federal”, afirmou Daniel Gaio, diretor do Sindicato. 

“Nós, que estamos aqui manifestando nossa indignação, não fazemos mais que cumprir o nosso dever enquanto cidadãos. Todos aqueles que vivem nessa cidade e que sofrem com os problemas gerados pela impunidade deveriam estar aqui”, completou Cida Souza, diretora do Sindicato.
    

Mais pressão popular 

Na tarde desta segunda feira (11) os deputados distritais elegeram a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) - responsável por analisar os pedidos de impeachment protocolados contra o governador Arruda. Dentre os cinco nomes indicados, apenas um, o do distrital Chico Leite (PT), não compõe a base aliada do governo Arruda. A deputada Eurides Britto, citada pela operação Caixa de Pandora da PF como uma das envolvidas no esquema de propinas, integra a Comissão, que tem como presidente o distrital Geraldo Naves (DEM). “Esse sistema político permitirá uma aberração, que é a de que os próprios envolvidos no escândalo se julguem. Mais da metade dos parlamentares da Câmara Distrital foi apontada como participante do esquema, portanto, se formos contar somente com a política institucional, veremos a corrupção continuar. Precisamos de mais mobilização e pressão popular, para denunciar e barrar essas manobras”, afirmou Cida Souza.  

Segundo o portal de notícias Terra, a CPI que investigará o caso também contará com apenas um deputado oposicionista, o petista Paulo Tadeu. A bancada do PT na Câmara Legislativa do DF protocolou esta tarde um pedido de afastamento do presidente da casa, Leonardo Prudente, até que sejam julgados os pedidos de impeachment contra Arruda e o inquérito nº 650, que investiga o repasse ilegal de verbas para a base do Democratas no DF. “O Leonardo Prudente é um dos principais investigados, e por isso não pode presidir esta casa durante as investigações. Nós não podemos ter aqui uma investigação de mentirinha. Para isso, é imprescindível a saída dele. É por isso que a CUT, seus sindicatos filiados, e toda a sociedade estão aqui hoje, para exigir que a Câmara cumpra seu papel, investigando rigorosamente e punindo todos esses corruptos”, disse Roberto Miguel, secretário de organização da CUT-DF.


Provocações e conflitos
 

Durante a madrugada desta segunda feira (11), um grupo de estudantes do Movimento Fora Arruda esteve à beira de ser agredido pelos funcionários comissionados do GDF, trazidos pelo governo. Era cerca de 6h da manhã quando um grupo formado por cinco “arrudistas” entrou sorrateiramente no acampamento dos estudantes. Eles destruíram parcialmente o caixão usado pelo grupo nos protestos e um boneco representando o governador. Os estudantes estavam em frente à Câmara desde 18h de domingo (10), numa vigília. “Eles chegaram muito cedo, nos acordando e destruindo nossos materiais. Alguns estudantes sofreram ameaças da parte dos “arrudistas”, e a PM só chegou quando já não havia mais nada a ser feito”, conta o estudante da UnB Tiago Rocha.  

A Polícia Militar chegou a agredir alguns manifestantes de manhã. A fim de acompanhar a chegada dos parlamentares, os estudantes ocuparam a rampa de acesso à entrada da Câmara. Então, por volta das 8h30, a PM fez uma tentativa de remover os estudantes para o outro lado da pista, fora do perímetro de segurança. “Os policiais estavam atrás de nós, na rampa. De início, eles tentaram nos remover marchando sobre nós. Algumas pessoas levaram chutes. Então, como nós não saímos, eles passaram a nos pegar pelo pescoço. Eu e vários outros levamos o “mata-leão” dos PMs. Eles só pararam por que a mídia apareceu e começou a fazer imagens”, diz o estudante da UnB Gabriel Fróes.       


Acessar o site da CONTRAF
Acessar o site da FETECCN
Acessar o site da CUT

Política de Privacidade

Copyright © 2025 Bancários-DF. Todos os direitos reservados

BancáriosDF

Respondemos no horário comercial.

Olá! 👋 Como os BancáriosDF pode ajudar hoje?
Iniciar conversa