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16 de Dezembro de 2009 às 18:45

Movimento contra a corrupção continua a todo vapor nesta quinta (17)

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Nesta quinta feira (17) os protestos pela saída de Arruda e do vice Paulo Octávio do GDF, envolvidos conforme a Polícia Federal em esquema de arrecadação e distribuição de propinas, ocorrerão em Taguatinga, com concentração às 10h na Praça do Bicalho. De lá, os manifestantes seguirão realizando protestos e panfletagem até o Buritinga, onde haverá um ato na forma de limpeza do prédio. No sábado (19) acontecerá o Ato Cultural, onde as manifestações contra o governador serão feitas com música, circo, poesia, cinema e cultura popular, a partir das 15h na Praça do Cebolão, no Setor Bancário Sul. 

O movimento pedindo a saída de Arruda, de seu vice Paulo Octávio, alguns secretários, assessores e parlamentares de sua base aliada ganha força a cada dia que passa. Várias entidades, entre sindicatos, partidos políticos e movimentos sociais e estudantis estão articulados e trabalhando para garantir um calendário repleto de manifestações e atos.

As ações visam conscientizar a população para a importância da luta contra os corruptos e gerar pressão política pelo impeachment do governador Arruda, envolvido em um grande esquema de propinas, segundo denúncias investigadas pela Polícia Federal.

Nesta quinta feira (17) os protestos ocorrerão em Taguatinga, com concentração às 10h na Praça do Bicalho. De lá, os manifestantes seguirão realizando protestos e panfletagem até o Buritinga, onde haverá um ato na forma de limpeza do prédio.

No sábado (19) acontecerá o Ato Cultural, onde as manifestações contra o governador serão feitas com música, circo, poesia, cinema e cultura popular. O Ato Cultural será realizado pelo Fórum de Cultura do DF com apoio da CUT e do Sindicato dos Bancários, e terá início às 15h na Praça do Cebolão, no Setor Bancário Sul.  

Recesso e convocação

Na terça-feira (15/) houve protestos em várias partes da cidade. Os manifestantes se concentraram na rodoviária do plano piloto, onde houve batucada, palavras de ordem e panfletagem, com o objetivo de esclarecer a população sobre o momento político e os casos de corrupção denunciados, envolvendo o DEM do DF. Na seqüência, por volta das 19h, o grupo seguiu fechando três faixas do eixo monumental até o Palácio do Buriti, onde foi feita uma vigília. Entre as palavras de ordem entoadas pelo grupo, uma trazia uma promessa: “Amanhã vai ser maior!”

Após a vigília no Buriti, o movimento pelo impeachment de Arruda foi acompanhar a sessão na Câmara Legislativa do DF, por volta das 22h. Lá chegando, os manifestantes foram recepcionados com provocações por um grupo formado por apoiadores do governador Arruda.

Eles foram impedidos de assistir à sessão da Câmara que aprovou a Lei Orçamentária Anual para 2010, a LOA e, ao final, deu início ao recesso parlamentar que deveria durar até fevereiro. Somente por intervenção da bancada do PT, com inciativa da deputada bancária Erika Kokay, e de outros partidos de oposição ao governador e ao DEM, se decdiu pela convocação extraordinária da Câmara a partir de 11 de janeiro, para análise dos pedidos de impeachment,

Os manifestantes contra o governador permaneceram no local até por volta das 3h30, quando arremessaram caixas de pizza nos carros dos parlamentares da base aliada que deixavam o lugar. “Pizza é que nós acreditamos que vai acontecer se não houver mais mobilização”, esclareceu o estudante e manifestante Danilo Soares.

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