
Norma Lilia Biavati, filha do último dos quatro beneficiados no processo da meia dobradinha contra o Sudameris, Célio Biavati, recebeu nesta quinta (24) o valor referente à correção salarial que foi reivindicada na Justiça. Também compareceram para receber o benefício o filho e a esposa de Antonio Gebrin, do BRB, que aguardavam a meia dobradinha havia 37 anos.
O processo da meia dobradinha corria na Justiça trabalhista desde 1972. Norma Lilia foi encontrada pela indicação de uma conhecida, outra beneficiada da ação. Já a família de Gebrin correu atrás do valor a receber e descobriu que poderia retirá-lo no Sindicato. O pai de Lilia e Gebrin são falecidos, por isso o dinheiro foi entregue à família.
Segundo a filha de Biavati, o dinheiro nem era mais esperado. “Isso agora é um resgate do que ele merecia e agora vai para a esposa dele, minha mãe”, disse. Já o filho de Gebrin, Marco Antônio, lembrou que o valor é pequeno se for levado em conta que “deveria ser um incentivo pra ele ter vindo pra Brasília”.
Meia dobradinha
Para incentivar a vinda de funcionários de bancos sem sede em Brasília na década de 1960, as empresas ofereceram auxílio alimentação e moradia, além de incentivos financeiros que ficaram conhecidos como meia dobradinha. Em virtude do não cumprimento do acordo por parte dos bancos, o Sindicato recorreu à Justiça em 1972 contra vários bancos. Em fevereiro de 2007, por exemplo, o Sindicato ganhou a ação da meia dobradinha para 157 funcionários, no valor total de R$ 222.463,61.
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