Cores do arco-íris preencheram a Esplanada dos Ministérios nessa manhã de quarta-feira (19) em Brasília. Foi a 1ª Marcha Nacional Contra a Homofobia que saiu às ruas para reivindicar o direito de igualdade. A marcha contou com 1,5 mil participantes que vestiram, na sua maioria, roupas pretas, simbolizando as mortes de travestis no ano passado, além de cruzes pretas que foram enterradas no gramado.
A marcha reivindicava combate ao fundamentalismo religioso - que tem causado e instigado o ódio contra os homossexuais; exigir do poder Executivo o cumprimento do Plano Nacional LGBT na sua totalidade; pressionar o poder Legislativo para aprovação imediata do PLC 122/2006 - combate a toda discriminação, incluindo a homofobia; e exigir do poder Judiciário decisão favorável sobre união estável entre casais homoafetivos, bem como a mudança de nome de pessoas transexuais.
“A igualdade é uma das lutas da classe trabalhadora”, diz Wadson Boaventura, diretor do Sindicato. “É um absurdo, por exemplo, o assassinato de pessoas por sua orientação sexual que vem acontecendo”. O Brasil é o campeão mundial de crimes contra lésbicas, gays, bissexuais e travestis, transexuais e transgêneros: um assassinato a cada dois dias, aproximadamente 200 crimes por ano, seguido do México com 35 homicídios e os Estados Unidos com 25.
Rosane Alaby, diretora do Sindicato e coordenadora da Comissão de Gênero, Raça e Orientação Sexual – CGROS, ressalta a importância do movimento ocupar as ruas: “O preconceito no Brasil está em todas as instâncias, e os bancários não escapam à essa discriminação. A marcha serve como instrumento de conscientização sobre esses problemas e a necessidade de combatê-los” diz.
Copyright © 2025 Bancários-DF. Todos os direitos reservados