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23 de Julho de 2009 às 09:06

Mapa da Diversidade nos bancos será divulgado integralmente nesta segunda (27) aos sindicatos

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Depois de conversações e muitas manifestações públicas do Sindicato e da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) marcou, finalmente, para a próxima segunda-feira (27) a entrega do estudo completo do Mapa da Diversidade no universo do emprego bancário aos representantes do movimento sindical. A apresentação será, às 15h, na sede da Contraf-CUT, em São Paulo, com a presença da diretoria executiva, da Comissão de Gênero, Raça e Orientação Sexual (CGROS) da entidade e do Comando Nacional dos Bancários

Em 2 de julho, os dados da discriminação de negros, mulheres e deficientes nos bancos foram parcialmente mostrados ao movimento sindical bancário e aos demais atores envolvidos, em reunião na Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados, em Brasília.

"Os dados da pesquisa e o plano de ação serão referências nos debates para a construção da campanha salarial deste ano, juntamente com as cláusulas de Igualdade de Oportunidades que já constam na minuta", afirma Deise Recoaro, secretária de políticas sociais da Contraf-CUT.

Luta pela Igualdade de Oportunidades
O Mapa da Diversidade é uma pesquisa realizada com mais de 204 mil bancários do país, que comprovou as faces da discriminação nos bancos brasileiros, o que vinha sendo denunciado há décadas pelos trabalhadores e negado até agora pelas entidades patronais.

Os sindicatos, que ajudaram na aplicação do questionário da pesquisa, não deixaram passar em branco e protestaram contra as agressões e as desigualdades que ocorrem no dia-a-dia dos empregados do ramo financeiro. Após a divulgação parcial do Mapa, promoveram o Dia Nacional de Luta pela Igualdade de Oportunidades em 14 de julho,. “Queremos avançar na criação de oportunidades iguais para todos”, disse André Nepomuceno, secretário-geral do Sindicato, que coordenou as manifestações em Brasília.
Houve concentração na Praça do Cebolão, do SBS, durante a manhã, com a distribuição da edição especial do jornal que trata da pesquisa feita pela Febraban. Depois, os bancários foram em passeata pela Galeria dos Estados, parando, primeiro, no Metrô para panfletagem e seguindo, depois, até o Edifício Morro Vermelho, onde fica uma seção da Confederação Nacional das Instituições Financeiras (CNF). Durante o percurso os dirigentes do Sindicato discursaram em vários pontos do percurso, lembrando a luta dos bancários contra todos os tipos de discriminação e buscando a construção de uma sociedade mais justa.

Segundo a pesquisa, 19,5% dos bancários são negros ou pardos, que ganham, em média, 84,1% do salário dos brancos. Só 8% da categoria é composta por mulheres negras, enquanto os deficientes não ocupam sequer a cota de 5% de vagas exigida por lei. As mulheres, que representam quase metade da categoria, ganham 78% do salário dos homens. Além disso, quando as mulheres estão nos cargos de gerência, recebem a remuneração 10% menor, em média.
 Os dados do Mapa da Diversidade serão analisados para observar a incidência da discriminação específica por áreas, possibilitando o desenvolvimento e a reivindicação de políticas de combate às desigualdades. “A igualdade de oportunidades é uma questão de direitos humanos. É a democracia que o movimento sindical busca”, destaca Rosane Alaby, diretora do Sindicato e integrante da Comissão de Gênero, Raça e Orientação Sexual (CGROS) da Contraf.

Fonte: Contraf-Cut

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