A atuação da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) junto à Federação Brasileira de Bancos (Febraban) garantiu a flexibilização da jornada de trabalho dos bancários nos dias dos jogos da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2026. A medida permite que os trabalhadores acompanhem as partidas e representa uma importante conquista da organização e mobilização da categoria.
No Bradesco, os funcionários serão liberados para assistir aos jogos e as horas não trabalhadas serão abonadas. O Itaú também confirmou a liberação dos bancários, garantindo o abono das horas sem necessidade de compensação ou lançamento em banco de horas.
Santander na contramão
Em sentido contrário, o Santander decidiu exigir a compensação das horas não trabalhadas nos dias dos jogos da Seleção Brasileira, frustrando a expectativa dos trabalhadores. A medida gerou insatisfação por contrastar com a postura adotada pelos demais grandes bancos do país.
A decisão do Santander ignora a importância de um evento que mobiliza todo o país e penaliza os empregados, que já enfrentam metas elevadas, redução de quadros e aumento da sobrecarga de trabalho. A reivindicação apresentada pela representação dos trabalhadores sempre foi pelo abono das horas, justamente para evitar prejuízos aos bancários.
Para o movimento sindical, a postura do Santander destoa das práticas de valorização adotadas por outras instituições financeiras e reforça a necessidade de ampliar o diálogo sobre condições de trabalho e reconhecimento profissional.
Os bancários que tiverem dúvidas sobre a aplicação das medidas devem procurar seus sindicatos para orientação.
Da Redação com informações da Contraf-CUT
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