O movimento sindical busca a igualdade de oportunidades para os trabalhadores e lembra a luta no Dia Internacional de Luta pela Eliminação da Discriminação Racial, celebrado nesta segunda-feira (21). “Ainda há questões a serem avançadas para os trabalhadores e em outros setores da sociedade contra a discriminação dos negros. A pesquisa Mapa da Diversidade, realizada nos bancos, confirmou a discriminação e a Fenaban (Federação Nacional dos Bancos) ainda não apresentou políticas especificas para resolver o problema”, frisa Wadson Boaventura, diretor do Sindicato e membro da Comissão de Gênero, Raça e Orientação Sexual (CGROS) da Contraf-CUT.
Segundo o Mapa da Diversidade, divulgado em 2009, 19,5% dos bancários são negros ou pardos, que ganham, em média, 84,1% do salário dos brancos. As mulheres negras representam apenas 8% da categoria.
A discriminação tem raízes históricas. Há exatamente 41 anos, no dia 21 de março de 1960, aconteceu em Sharpeville, nos arredores de Joanesburgo, na África do Sul, um massacre de negros que protestavam pacificamente contra a "Lei do Passe". A lei, que limitava os locais onde os negros podiam circular nas cidades, era uma das instituições mais odiadas do apartheid (regime de segregação racial mantido pelo governo sul-africano de 1948 a 1990).
A polícia recebeu os milhares de manifestantes com rajadas de metralhadoras. O saldo final foi de 69 assassinados (entre eles, 19 crianças) e 186 feridos. Em memória à tragédia, que ficou conhecida como o Massacre de Shaperville, a Organização das Nações Unidas (ONU) instituiu o 21 de março como o Dia Internacional de Luta pela Eliminação da Discriminação Racial.
Conquistas
Uma importante conquista para os brasileiros foi o Estatuto da Igualdade Racial, sancionado pelo então presidente Luiz Inácio Lula em julho de 2010. Após sete anos de tramitação, o texto, aprovado pelo Congresso Nacional, prevê garantias e o estabelecimento de políticas públicas de valorização aos negros.
O estatuto estabelece que o poder público tenha programas e medidas específicas para reduzir a desigualdade racial, ressalta as religiões africanas, transforma a capoeira em esporte, estimula ações das financeiras para viabilizar moradia para os negros, além de cria o Sistema Nacional de Promoção da Igualdade Racial (Sinapir), entre outras ações.
A Central Única dos Trabalhadores (CUT) também criou a Secretaria de Combate ao Racismo em 2010 para fortalecer a luta sindical.
Da Redação, com informações da Contraf-CUT
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