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19 de Abril de 2010 às 08:12

Governador tampão, Rogério Rosso, e vice tomam posse no GDF

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CUT-DF e Agência Brasil 

“O PT fez seu papel. Mostrou sua cara e disputou com dignidade o governo do Distrito Federal. Continuaremos trabalhando por uma Brasília mais justa e comprometida com o nosso povo”. Essa foi a declaração de Cícero Rola – que concorreu pelo PT para vice-governador do DF – logo após o anúncio do novo governador do DF eleito indiretamente neste sábado (17). Com 13 votos, Rogério Rosso (PMDB) é quem ocupa a principal cadeira do Executivo local desde esta segunda-feira, dia 19. O novo governador do DF tem como vice Ivelise Longhi (PMDB).

A chapa do PT, composta por Antônio Ibañez (candidato a governador) e Cícero Rola teve seis votos. Atrás veio a chapa que tinha como candidato a governador Wilson Lima (PR), com 4 votos.

A posse do novo governador do Distrito Federal foi às 10h desta segunda, na Câmara Legislativa. Ele terá mandato até dia 31de dezembro deste ano.

Manifestação

No último sábado (17), durante as eleições indiretas para governador, do lado de fora da Câmara Legislativa do DF, centenas de manifestantes organizados pela CUT-DF e movimentos sociais pediam um governo honesto e denunciavam a participação de parlamentares envolvidos no esquema de corrupção batizado como Caixa de Pandora.

Um grupo de estudantes pressionou para entrar na Casa e acompanhar de perto as eleições, mas foi contido por um “cordão” formado por cerca de 600 policiais. O impedimento causou revolta e gerou tumulto do lado de fora da Câmara. Um policial e um estudante saíram feridos do local.

Quem ficou do lado de fora teve que se contentar com a transmissão do processo eleitoral por um telão que, por problemas técnicos, não transmitia o áudio.

Colaborador de Arruda e Roriz

Eleito de forma indireta, Rogério Rosso assumiu o governo do Distrito Federal afirmando ter a missão de convencer a Procuradoria-Geral da República e Supremo Tribunal Federal de que a intervenção federal é o que “de pior pode acontecer com Brasília”. Para isso, prometeu corte de gastos e transparência nas contas.Advogado, suplente de deputado federal, presidiu a Companhia de Planejamento do DF (Codeplan) durante o governo de José Roberto Arruda (sem partido).

O órgão é alvo de denúncias na Justiça e de uma comissão parlamentar de inquérito (CPI) na Câmara Legislativa por irregularidades em contratos de licitação na gestão de Durval Bargosa, principal delator do esquema de corrupção conhecido como Mensalão do DEM. As primeiras denúncias surgiram justamente durante a gestão de Rosso.

Rosso também participou da gestão de Joaquim Roriz. Foi administrator de Ceilândia e secretário de Desenvolvimento Econômico. Foi dele a ideia – não concretizada – de construir um trem-bala ligando Brasília a Goiânia. Hoje, Rosso é ligado ao deputado federal e presidente do PMDB-DF, Tadeu Filippelli.

Rosso, de 41 anos, vai cumprir um mandato-tampão substituindo José Roberto Arruda (sem partido), cassado pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE), por infidelidade partidária. Ivelise Longhi, ex-administradora de Brasília, foi eleita vice-governadora. O novo governador é casado com Karina Curi, filha de um dos maiores empresários da cidade, dono da Curinga dos Pneus.

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