
A retomada da Mesa Temática de Saúde do Trabalhador que ocorreu na sexta-feira (25), em São Paulo, foi marcada pela falta de vontade da Fenaban em discutir a política de metas dos bancos com a Contraf-CUT. Desde 2009 na pauta de reivindicação dos bancários, o problema das metas abusivas engloba também as formas como elas são estabelecidas, muitas vezes indo além da capacidade dos bancários, e o assédio moral.
Ao contrário do prometido na campanha nacional de 2010, agora os bancos não debatem os problemas das metas e alegam que as políticas de cada instituição podem ser geridas de acordo com suas conveniências. A posição da Fenaban fez com que os trabalhadores mantivessem a reivindicação na pauta até que um acordo justo seja estabelecido.
Também estava na pauta o debate sobre a reabilitação profissional, mas a falta de tempo impediu que o assunto fosse tratado e o adiou para a próxima reunião, que deve ocorrer no início do mês de maio. O programa foi criado para assegurar que o trabalhador se mantenha ou seja reinserido no cargo após diagnóstico de patologias.
O que acontece atualmente são os bancos alegando a existência de programas com o mesmo objetivo quando, na realidade, os trabalhadores retornam às suas atividades com limitações e em locais inadequados, sem acompanhamento ou restrições de tarefas.
A secretária de Saúde e Condições de Trabalho do Sindicato, Fabiana Uehara, que participou da reunião com a Fenaban, diz que tanto o fim das metas abusivas quanto o programa de reabilitação profissional são de fundamental importância para a saúde dos trabalhadores e a melhoria da qualidade de vida. “Essas discussões são ferramentas imprescindíveis para prevenir práticas como o assédio moral, daí a importância de que sejam aprofundadas”, explicou.
Da Redação
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