Após reiterados pedidos de providências feitos pelos sindicatos, a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) finalmente tomou uma decisão sobre a gripe Influenza H1N1 e divulgou uma lista de recomendações para a prevenção da doença conhecida como “gripe suína”. As indicações são as mesmas já informadas pelo Ministério da Saúde. Assim, os bancos devem informar aos clientes e afixar cartazes sobre a prevenção nos locais de trabalho.
As grávidas devem fazer o acompanhamento pré-natal e levar um exame confirmando a gestação ao local de trabalho. É recomendável nesta situação que fiquem, de forma preventiva, no mínimo, 10 dias afastadas do local de trabalho, já que a imunidade das mulheres neste período é menor.
Aqui no DF, o BRB começou também a liberar as bancárias grávidas do trabalho por dez dias, inicialmente, de acordo com a decisão anunciada pelo Governo do Distrito Federal. Atendendo deliberação do Seminário dos Delegados do BRB, realizado nesta quinta (13), o Sindicato já entrou em contato com a direção do banco solicitando que as recomendações do Ministério da Saúde e da Febraban fossem integral e imediatamente adotadas no DF. Funcionários do BRB, como todos os bancários, manifestaram preocupação com os ambientes e serviços bancários, que devido à aglomeração de pessoas nas agências e ao contato com papéis e dinheiro, são propícios à contaminação. A direção do banco informou que já está começando a adotar o protocolo de medidas preventivas indicado pela Febraban.
Causa espanto e revolta a demora do Banco do Brasil em também adotar as medidas e liberar as funcionárias grávidas. O Sindicato está cobrando do BB a imediata adoção das recomendações da Febraban.
As orientações
Todos os funcionários que apresentarem os sintomas graves de gripe devem ser imediatamente encaminhados para atendimento médico e afastados do trabalho.
As medidas que devem ser seguidas nos bancos, postos de atendimento e afins são:
• Lavar as mãos com freqüência, com água e sabão
• Utilizar álcool gel
• Orientar o atendimento nas empresas e para prestadores de serviço
• Utilizar máscaras cirúrgicas nos ambientes determinados pelas autoridades sanitárias
• Não compartilhar alimentos, copos, toalhas e objetos de uso pessoal
• Evitar tocar nos olhos, nariz e boca após contato com superfícies
• Evitar lugares com muita gente e aglomeração de pessoas
O grupo de risco da Influenza A é composto por idosos, crianças menores de dois anos, gestantes, pessoas com diabetes, doença cardíaca, pulmonar ou renal crônica, deficiência imunológica (como pacientes com câncer, em tratamento para AIDS), pessoas com obesidade mórbida e também com doenças provocadas por alterações da hemoglobina, como anemia falciforme.
Vale ressaltar que a Influenza A é altamente perigosa apenas para as pessoas de saúde fraca ou debilitada, identificadas no grupo de risco. Segundo dados do Ministério da Saúde, a Influenza A, assim como a gripe comum, apresenta para a maioria dos casos quadro clínico leve. A taxa de mortalidade é baixa, em média, de 0,5%.
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