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10 de Maio de 2010 às 12:15

Encontro promovido pelo Sindicato discute saúde psíquica no trabalho

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Por meio de experiências contadas pelos próprios bancários, sobre como o apoio médico e especializado tem ajudado a melhorar suas rotinas, um encontro promovido entre a Secretaria de Saúde do Sindicato e interessados no tema discutiu a importância de acompanhamento psicológico para a preservação da integridade psíquica, moral e ética das vítimas de doenças ocupacionais. O evento ocorreu no último dia 5 na sede do Sindicato.

Palestrando sobre o tema estavam trabalhadores de bancos que sofrem ou já sofreram de LER/Dort, e hoje participam de grupo organizado pelo Sindicato que trata desse problema. “Como a dinâmica do evento baseava-se na palestra por quem já sofreu por causa do trabalho, os demais se sentiram acolhidos para poderem falar suas experiências”, diz o psicólogo e coordenador do grupo, Vitor Barros Rego.

Estava presente também a presidente do Sindicato dos Ortodentistas, Érica Carvalho, explicando as intenções de sua pesquisa. Ela explicou que o esforço repetitivo pode causar também uma série de problemas bucais. As orientações provenientes da pesquisa podem não só apresentar soluções para o bancário, mas também embasar ações indenizatórias pelas conseqüências de acidentes de trabalho.

Além de avaliar os resultados já conquistados, o objetivo do encontro foi formar outro grupo de apoio para atender a problemas de saúde dos bancários. A intenção é contemplar, principalmente, os gestores, categoria que sofre com demasiadas pressões por metas e com sua ética e moral feridos.

A coerção por metas

Entre os males causados, em sua maioria, pela rotina intensa de trabalho dos bancários estão os problemas psicológicos, hoje muito presentes nas agências. As decorrências em função disso podem ser catastróficas: há estudos que contam um suicídio a cada 20 dias entre bancários, sem falar nos casos que são abafados.

Para discutir o assunto, distribuiu-se um artigo durante o encontro que relata a experiência de uma bancária que, devido a seus conflitos mentais causados pelo trabalho, tentou o suicídio. Ela trabalhou por 30 anos, sentindo-se desvalorizada e sofrendo vários assédios morais e éticos, por meio de uma longa jornada e por cumprimento de metas excessivas.

Os interessados nos grupos de apoio e/ou na pesquisa da Érica Carvalho, podem entrar em contato com o setor de Atendimento do Sindicato no telefone: 3262-9026.

Acessar o site da CONTRAF
Acessar o site da FETECCN
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