

A extensão do atendimento psicológico e segurança aos familiares de bancários vítimas de sequestro, ou extorsão mediante sequestro, com a finalidade de roubo a banco foi a principal reivindicação apresentada pela Contraf-CUT, federações e sindicatos, durante reunião da mesa permanente de negociação de segurança com a Fenaban, realizada nesta segunda-feira (18), em São Paulo.
O fim das demissões como forma de punição aos funcionários que passaram por eventos traumáticos dessa natureza foi outra cobrança feita pelos representantes dos trabalhadores. A Fenaban se comprometeu a negociar ambas as reivindicações durante a Campanha Nacional.
O diretor do Sindicato Raimundo Dantas, que integra o Coletivo de Segurança da Contraf-CUT, reforça a necessidade de discutir os novos modelos de projetos de lei de segurança nas agências de todo o país. “As leis que tratam desse assunto são muitos arcaicas, como a 7.102/83”, observa Dantas.
Roubos
Durante a reunião, os representantes dos bancos afirmaram que no primeiro semestre houve apenas 212 roubos a agências e postos de atendimento. No entanto, esses dados não foram debatidos com os representantes dos trabalhadores, que criticaram a falta de informações complementares como, por exemplo, os locais de maior incidência de ações criminosas.
Reunião com Polícia Federal
Nesta terça-feira (19), o Sindicato participou de reunião do Grupo Especial de Estudos em Explosivos, coordenado pelo Exército, em Brasília, que teve como destaque a atuação de nova portaria de explosivos, que será editada pela Polícia Federal.
De acordo com o Raimundo Dantas, a minuta da portaria que foca a tecnologia, segurança orgânica e dificultação para utilização de explosivos será enviada para os membros que compõem a mesa da Coordenação de Controle de Assuntos de Segurança Privada (CCasp-PF), para análise.
Na ocasião, ficou decidido que o Exército promoverá um simpósio sobre esse assunto, nos dias 16 e 17 de agosto, para receber as contribuições dos membros.
Da Redação com informações da Contraf-CUT
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