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3 de Agosto de 2010 às 16:21

Em menos de dois meses, bancários fecham oito agências no DF

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As reformas que estão ocorrendo em algumas agências bancárias do Distrito Federal estão causando transtornos a funcionários, clientes e usuários. O pó expelido por materiais de construção, o risco iminente de ser atingido por instrumentos utilizados nas obras, a falta de refrigeração, além de buracos no chão e carpetes desnivelados são alguns dos problemas que vêm tornando precário o ambiente de trabalho em algumas unidades de Brasília. No intervalo de menos de dois meses, os trabalhadores fecharam oito locais com irregularidades.

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As blitzes, realizadas com o apoio do Sindicato, identificaram problemas em agências do Santander Real, Itaú Unibanco e Banco do Brasil. O primeiro fechamento, ocorrido em 5 maio, foi o da unidade do Santander Real do Setor Hospitalar Sul. Após denúncias de funcionários e clientes sobre as péssimas condições de trabalho e atendimento, a agência foi impedida de funcionar pelos trabalhadores. O local apresentava buracos no chão, carpetes desnivelados e paredes sem pintura.

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Em seguida, e iniciando a série de intervenções nas agências do banco, foi encerrado no dia 24 de junho o expediente do Itaú Unibanco da 504 Norte. Segundo Washington Henrique, diretor Sindicato e funcionário do Itaú Unibanco, a unidade foi fechada para “acabar com o sofrimento causado a clientes e funcionários que precisam estar no local.”

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Riscos à saúde

No dia 30 de junho, a blitz chegou ao conglomerado de agências Itaú Unibanco do Setor Comercial Sul (SCS), que também apresentava condições insalubres de trabalho. Para Edmilson Lacerda, diretor do Sindicato e funcionário do Itaú Unibanco, as reformas, acontecendo dessa forma, colocam em risco a saúde de clientes, usuários e bancários. “Sem qualquer cuidado para preservar o bem-estar da população e dos bancários, as obras podem provocar uma série de danos. Não podemos admitir que as pessoas fiquem expostas a condições inaceitáveis: inalando pó, correndo risco de ser atingidos por materiais de construção e passando calor”, observa Lacerda.

Pelos mesmos motivos, em 13 de julho, foram impedidas de funcionar as agências da 510 e 516 Sul do Itaú Unibanco. Segundo Washington Henrique, diretor do Sindicato e funcionário do banco, as unidades, que têm data para se adequar às regras visuais estabelecidas pela unificação das bandeiras, submetem funcionários e clientes a riscos que poderiam ser evitados. “Estão crucificando clientes e bancários com essas obras”, reclama Washington.

Banco do Brasil

Apesar de não passar por nenhum processo de fusão, o Banco do Brasil também teve uma unidade fechada em virtude dos danos causados por uma reforma no dia 28 de julho. O problema foi constatado na agência da 504 Norte e tem causado transtorno a funcionários e clientes. De acordo com Wadson Boaventura, diretor do Sindicato e funcionário do BB, as obras acontecem durante o expediente, espalhando pó por toda parte, sem contar o barulho e a falta de ar condicionado.

Na segunda-feira (2), os bancários impediram o funcionamento de mais uma agência do Itaú Unibanco por falta de condições de trabalho. Dessa vez, o alvo foi a unidade do Setor de Indústria e Abastecimento (SIA), em blitz realizada pelo Sindicato que constatou problemas na fossa sanitária, criando um mau cheiro insuportável que já se estende por mais de 15 dias. Informados de que o mau cheiro havia aumentado na segunda-feira, os bancários decidiram fechar a agência.

“A agência não tinha a menor condição de funcionamento. O cheiro forte já havia feito com que um bancário, na semana passada, tivesse de deixar o trabalho para ser medicado. E vários outros funcionários reclamavam de dores de cabeça. Vamos continuar fiscalizando e esperamos que a situação se resolva”, afirma Louraci Morais, diretora do Sindicato e funcionária do Itaú Unibanco.

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Em nova blitz apoiada pelo Sindicato, os bancários fecharam, no dia 3 de agosto, a agência do Itaú Unibanco Palácio do Comércio, localizada no SCS. Com as obras a todo vapor, a unidade não oferecia as mínimas condições de trabalho aos bancários e de atendimentos aos clientes e usuários.

O Sindicato continua atento aos problemas de segurança nas agências do DF. As blitzes prosseguirão para garantir ao bancário condições dignas de trabalho.  

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