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6 de Julho de 2026 às 17:24

Em Dia Nacional de Luta, Sindicato reforça mobilização em defesa do emprego e dos direitos da categoria bancária

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Com o objetivo de fortalecer a Campanha Nacional dos Bancários 2026, o Sindicato participou, nesta segunda-feira (6), do Dia Nacional de Luta, mobilização realizada em todo o país para ampliar a pressão sobre a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) e reforçar as principais reivindicações da categoria, especialmente a defesa dos empregos e das condições de trabalho.

Ao longo do dia, dirigentes sindicais percorreram agências e demais locais de trabalho em todo o Distrito Federal, distribuindo materiais informativos da campanha e dialogando com bancárias, bancários, clientes e usuários sobre os desafios enfrentados pela categoria e a importância da mobilização. Nas redes sociais, a campanha foi marcada pela hashtag #MovidosPeloEmprego.

Durante as visitas, os dirigentes destacaram que a realidade encontrada nas unidades bancárias reforça a urgência das reivindicações apresentadas à Fenaban. O diretor do Sindicato Rafael Saldanha observou que a sobrecarga de trabalho e a redução do quadro de pessoal comprometem tanto a saúde dos trabalhadores quanto a qualidade do atendimento prestado à população. "A gente precisa que os bancos contratem mais funcionários. Hoje encontramos empregados sobrecarregados, filas enormes, poucos caixas e clientes esperando horas para serem atendidos. Essa situação precisa ser revertida com mais contratações e melhores condições de trabalho", afirmou.

A mobilização ocorre em um cenário de forte contraste entre os resultados financeiros do setor e a realidade vivida pelos trabalhadores. Enquanto os cinco maiores bancos do país registraram lucro líquido de R$ 124 bilhões em 2025, os bancos privados acumularam crescimento de 114% nos lucros entre 2020 e 2025, índice que chega a 46% nos bancos públicos. Por outro lado, desde 2016, foram eliminados 83,5 mil empregos bancários e, desde 2015, mais de 8,5 mil agências encerraram suas atividades, reduzindo em 37% a rede física de atendimento.

Para o diretor do Sindicato Ronaldo Lustosa, o Dia Nacional de Luta fortalece o diálogo com a categoria às vésperas de mais uma rodada de negociações com a Fenaban, nesta terça-feira (7). Segundo ele, "a presença dos dirigentes nas agências busca aproximar ainda mais a campanha dos trabalhadores e estimular a participação da categoria em todo o processo negocial".

Elis Regina, diretora do Sindicato, ressaltou que a mobilização também reafirma a unidade dos bancários em defesa do emprego, do aumento real dos salários, da saúde, de melhores condições de trabalho, do fim das metas abusivas e da manutenção da Convenção Coletiva de Trabalho. Ela destacou ainda que a campanha dialoga diretamente com a sociedade, uma vez que a defesa dos trabalhadores também significa defender um atendimento presencial humanizado e bancos que respeitem clientes e empregados.

Mobilização deve ser permanente

Dirigente da Federação dos Bancários do Centro-Norte (Fetec-CUT/CN), Wescly Queiroz enfatizou que o êxito das negociações depende da mobilização permanente da categoria. Segundo ele, a campanha também interessa à população, pois reivindicações como mais contratações, melhores condições de trabalho, mais segurança e um sistema financeiro mais acessível refletem diretamente na qualidade dos serviços prestados aos clientes.

Na avaliação do diretor do Sindicato Raimundo Dantas, o trabalho de base será intensificado ao longo das negociações para manter os bancários informados e ampliar o envolvimento da categoria na Campanha Nacional.

Já o diretor Daniel Oliveira destacou que o Sindicato também está mobilizado em torno das pautas específicas dos empregados do BRB, lembrando que a minuta de reivindicações já foi entregue e que a defesa dos direitos dos trabalhadores e do fortalecimento do banco público seguirá como prioridade durante toda a campanha.

O dirigente da Fetec-CUT/CN José Garcia reforçou que o Dia Nacional de Luta demonstra a unidade dos bancários em todo o país e destacou que a mobilização é fundamental para fortalecer a segunda rodada de negociações com a Fenaban e ampliar as possibilidades de conquista da categoria.

Para o Sindicato, a reestruturação do sistema financeiro, impulsionada pela digitalização e pela concentração dos serviços em clientes de alta renda, não pode servir de justificativa para demissões, precarização das relações de trabalho ou redução do atendimento presencial. A defesa dos empregos, ressaltam as entidades, também significa defender a sociedade, que depende de um sistema bancário acessível, humanizado e de qualidade.

Nesse contexto, entre as principais reivindicações apresentadas à Fenaban estão a proibição das demissões em massa, a negociação prévia de processos de reestruturação com os sindicatos, o combate à terceirização das atividades bancárias, a criação de mecanismos de proteção diante da automação, a garantia de igualdade de direitos para trabalhadores das agências digitais, a ampliação das contratações para reduzir a sobrecarga de trabalho e a implementação de políticas de qualificação e inclusão sem discriminação.

Da Redação

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