Banco Bradesco

11 de Agosto de 2026 às 19:06

Em Dia Nacional de Luta do Bradesco, Sindicato percorre agências em defesa do emprego

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O Sindicato esteve presente em diversas agências de bancos privados em Sobradinho, Planaltina e Paranoá, no Dia Nacional de Luta dos Funcionários do Bradesco. Dirigentes conversaram com empregados e clientes em defesa de melhores condições de trabalho, do emprego e contra o fechamento de agências.

José Garcia, diretor da Fetec-CUT/CN, destacou que o banco registrou, no primeiro semestre de 2026, um lucro de aproximadamente R$ 14 bilhões, “ao mesmo tempo que fecha agências e demite empregados”. Segundo ele, essa situação tem deteriorado cada vez mais as condições de trabalho e prejudicado os clientes.

“O banco ficou de apresentar uma contraproposta para a pauta da categoria na próxima quinta-feira, 13, dentro da campanha salarial. Assim que recebermos, levaremos às bases”, informou. “Caso os bancos não atendam às reivindicações apresentadas, estamos prontos para realizar uma greve, se necessário”, disse o dirigente sindical.

Em apenas 12 meses, o Bradesco eliminou 2.270 postos de trabalho e fechou 324 agências e 811 postos de atendimento. Por outro lado, no mesmo período, o banco registrou a entrada de 300 mil novos clientes, chegando a uma carteira de 110,4 milhões de pessoas, enquanto possuía, em junho passado, 79.699 bancários.

Planaltina

Na Agência Bradesco da Vila Buritis, em Planaltina, os dirigentes conversaram com as pessoas que formavam uma longa fila do lado de fora do banco, enquanto apenas três funcionários se esforçavam para cumprir o serviço.

Sandro Oliveira, dirigente do Sindicato, falou com os clientes que lotavam a agência e denunciou a política do banco de fechar agências e prejudicar o atendimento. José Garcia esclareceu, aos que estavam na fila, as lutas da categoria para melhorar os serviços e garantir melhores condições de trabalho.

“Deplorável, um absurdo. Desde semana passada está assim. Falam que vão mandar mais pessoas para ajudar, mas nada. Está bem difícil atender à necessidade da agência”, desabafou uma bancária.

Shirley Araújo, 40, dona de casa, que estava com o marido, Manuel Alves, 45, gari, na fila, afirmou que é “inaceitável esse atendimento”. Wildima Guirra, 40, cabeleireira, destacou que “é humilhação o que nos impõe, ter que passar por uma situação dessa, isso não pode continuar”. Enquanto isso, uma bancária se esforçava para atender os clientes que seguiam na fila na calçada.

Paranoá

No Paranoá, o que se viu foi um clima de velório. Mesmo com uma população de 76 mil habitantes, a agência nº 3957, que possui aproximadamente 700 clientes, entre pessoas físicas e jurídicas, contava com apenas três bancários para realizar o atendimento. Um deles havia sido deslocado de outra agência.

Nas paredes da unidade, um comunicado informava que a agência será fechada no próximo dia 21 de setembro e que o atendimento será transferido para o Setor Comercial Sul. Para o Sindicato, a medida confirma a política de redução do atendimento presencial adotada pelo banco. “Cada dia que finda enfrentamos a insegurança do que virá no dia seguinte”, relatou um bancário do Bradesco.

Na agência de Sobradinho, a situação não foi diferente: poucos empregados e pressão dos clientes. Para Sandro Oliveira, é fundamental a mobilização da categoria em defesa do emprego diante do fechamento de agências imposto pelo Bradesco. “Viemos conversar com a categoria e clientes para denunciar a situação que se agrava”, disse aos empregados e clientes.

Outros bancos privados visitados

A mobilização também passou por outras instituições financeiras. José Avelino, diretor da Fetec-CUT/CN, conversou com os clientes e funcionários do Banco Mercantil, em Sobradinho, e denunciou os grandes lucros que os bancos obtêm, enquanto, ao mesmo tempo, fecham e sucateiam agências, levando a péssimas condições para atender os clientes e ao adoecimento da categoria.

No Itaú da mesma região, o diretor Sandro Oliveira informou aos empregados e clientes sobre a campanha salarial e chamou a categoria para se mobilizar na reta final das negociações. Ele também comunicou aos clientes a política do banco de fechar agências, o que sobrecarrega os trabalhadores e prejudica o atendimento.

No Itaú da Vila Buritis, em Planaltina, os dirigentes conversaram com os funcionários e clientes. Para Luís Alberto de Souza, 45, eletricista, a campanha do Sindicato é muito importante, pois "é muito difícil ser bem atendido no banco". “A falta de funcionários e poucas agências nos prejudicam muito”, disse, enquanto aguardava sua vez de ser atendido.

Na agência do Itaú no Paranoá, a mobilização contou com o apoio dos empregados e clientes.

Da Redação

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