O Movimento contra a corrupção e pela moralização do DF realizou neste sábado (12) carreata com cerca de 1.000 veículos, pedindo a saída de José Roberto Arruda do Governo do Distrito Federal . A manifestação saiu do estacionamento do estádio Mané Garrincha e terminou, após três horas, com uma lavagem simbólica da entrada da residência oficial do governador, em Águas Claras.
Um caminhão pipa despejou água e os manifestantes utilizaram vassouras para o que chamaram de “limpeza da falcatrua”. Ao som de “se gritar pega ladrão, não fica um”, o grupo de cerca de 200 pessoas chegou a fechar a pista em frente à residência oficial por alguns momentos.
Além de Arruda, o movimento defende a saída do vice-governador, Paulo Octavio, e dos deputados da base aliada envolvidos em um esquema de arrecadação e distribuição de propinas revelado pela Operação Caixa de Pandora, da Polícia Federal.
A carreata percorreu 50 quilômetros pelas ruas e estradas do Distrito Federal, passando por quatro cidades-satélites. A manifestação foi organizada pela CUT, sindicatos filiados e por partidos políticos de oposição ao governo Arruda, entre eles PT, PCB e PSOL.
O presidente do PT-DF, Chico Vigilante, acredita que o pedido de desfiliação de Arruda do DEM, na quinta-feira, não enfraquece os processos de impeachment do governador já protocolados na Câmara Legislativa.

“Foi uma manobra. Mas a desfiliação não altera os ânimos. Estão tentando preservar a figura do Paulo Octávio, mas eles são irmãos siameses. Todos os envolvidos têm que ser afastados”, disse Vigilante.
A carreata foi acompanhada por dois trios elétricos, ao som de jingles como “Arruda, cadê você? O povo quer te prender”. A Polícia Militar acompanhou a manifestação em frente à residência oficial. Na última quarta-feira (9/12), um protesto contra Arruda terminou em agressões da PMs em manifestantes.
Fonte: Seeb-DF com Agência Brasil
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