Banco BRB

19 de Junho de 2026 às 11:23

Em ato no CNC, Sindicato cobra apuração rigorosa e defesa do BRB público

Compartilhe

O Sindicato dos Bancários de Brasília realizou nesta quinta-feira (18), no Centro de Negócios Corporativos (CNC), sede administrativa do Banco de Brasília, mais um ato em defesa do BRB, dos trabalhadores e da responsabilização dos envolvidos na crise provocada pelas operações com o Banco Master.

A mobilização ocorreu em um momento de forte cobrança da categoria por transparência, celeridade nos procedimentos internos e medidas concretas de proteção aos empregados. Durante a atividade, dirigentes sindicais dialogaram com trabalhadores, distribuíram material informativo e reforçaram que a defesa do banco público não se confunde com a defesa de gestões ou pessoas investigadas.

A mensagem central do ato foi direta: os trabalhadores do BRB não podem pagar a conta por decisões que não tomaram. Para o Sindicato, a apuração precisa avançar dentro e fora do banco, com atuação da Corregedoria, da Auditoria e dos demais órgãos responsáveis por identificar condutas, proteger o ambiente de trabalho e responsabilizar quem colocou a instituição em risco.

Ao apresentar o material distribuído durante a atividade, o diretor do Sindicato Ronaldo Lustosa destacou que a categoria cobra respostas objetivas. Segundo ele, o Sindicato está denunciando a gravidade do caso e exigindo providências.

“Estamos aqui entregando o nosso material, falando sobre o maior crime da história do Brasil e, quem sabe, até do mundo, e cobrando atitudes. Queremos que os responsáveis sejam punidos, que os responsáveis ou suspeitos sejam afastados do convívio da trabalhadora e do trabalhador do BRB e que toda apuração seja rigorosa”, afirmou.

A cobrança, segundo Lustosa, não se limita à responsabilização criminal ou externa. Ela passa também por medidas internas capazes de preservar os empregados e impedir que pessoas suspeitas de envolvimento permaneçam próximas da rotina da categoria.

“Não queremos essas pessoas que se venderam, que colocaram em risco o nosso emprego e o futuro de Brasília, perto de nós. Cobramos do banco atitudes concretas da Corregedoria do BRB, da Auditoria do BRB, ações para proteger o trabalhador e a trabalhadora e apuração rigorosa já”, completou.

A necessidade de responsabilização também foi reforçada pelo diretor Ivan Amarante. Para ele, o ato busca pressionar o banco a tratar o caso com a seriedade necessária, sem abrir mão do devido processo legal nem permitir que a investigação seja paralisada ou esvaziada.

“Um dos grandes motivos deste ato é exigir a correta responsabilização de quem participou dessa história que colocou o BRB na negociata com o Master. O devido processo legal e o direito de defesa devem ser garantidos a todos, mas isso não pode impedir a investigação, a avaliação e a reunião de todas as condições e informações necessárias para que os responsáveis respondam na medida do que fizeram, nem mais nem menos”, disse.

Durante a mobilização, o Sindicato também entregou ofício ao BRB cobrando celeridade nas apurações de responsabilidade no âmbito interno do banco de Brasília. A iniciativa busca abrir um canal formal de diálogo sobre os procedimentos adotados e sobre as providências necessárias para proteger a categoria.

“O Sindicato vem aqui fazer uma manifestação e entregar um ofício ao banco para que possamos ter uma reunião, tratar sobre a situação, cobrar celeridade na apuração e a correta responsabilização das pessoas que tiveram, de fato, envolvimento”, afirmou Ivan.

A atividade no CNC também buscou ampliar o diálogo com a sociedade. Para o diretor Robson Neri, a defesa do BRB precisa envolver não apenas os bancários, mas toda a população do Distrito Federal, já que o banco tem papel estratégico na economia local e na execução de políticas públicas.

“Estamos aqui em frente ao prédio do BRB realizando uma atividade em defesa do Banco de Brasília. Além de cobrar celeridade nos procedimentos administrativos, também estamos buscando o apoio da população e dos demais trabalhadores em prol do BRB”, destacou.

Neri lembrou que o BRB presta serviços essenciais à população, participa do pagamento de benefícios sociais e contribui para o desenvolvimento da região geoeconômica do Distrito Federal. Por isso, segundo ele, a preservação do banco interessa a toda a sociedade brasiliense.

“O banco realiza, entre várias questões sociais, o pagamento de benefícios para a população mais carente do Distrito Federal. É muito importante para o desenvolvimento e o fomento da região geoeconômica do DF. Então, pedimos o apoio dos bancários e também da população na manutenção do banco como instituição pública do Distrito Federal”, afirmou.

Para o Sindicato, a crise provocada pelas operações com o Master precisa ser enfrentada com apuração rigorosa, recuperação dos recursos e responsabilização de todos que participaram ou se beneficiaram das irregularidades. Ao mesmo tempo, a entidade reforça que o BRB deve ser preservado como banco público, estratégico para Brasília e para a população do DF.

A mobilização reafirmou a linha defendida pela categoria desde o início da crise: defender o BRB é defender seus trabalhadores, sua função social e seu papel público. É também cobrar que suspeitos sejam afastados, que as investigações avancem e que o prejuízo causado por decisões de gestão não seja transferido para bancários, aposentados, clientes e para a sociedade do Distrito Federal.

Victor Queiroz
Em colaboração com o Sindicato

Acessar o site da CONTRAF
Acessar o site da FETECCN
Acessar o site da CUT

Política de Privacidade

Copyright © 2025 Bancários-DF. Todos os direitos reservados

BancáriosDF

Respondemos no horário comercial.

Olá! 👋 Como os BancáriosDF pode ajudar hoje?
Iniciar conversa