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5 de Novembro de 2009 às 15:47

Domingo (8) é dia de trilha contra construção do Setor Noroeste

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A Reserva do Bananal é a última área de cerrado virgem na área do Plano Piloto. Apesar de ser protegida por lei, os tratores da Terracap já começaram a entrar na mata, preparando o terreno para a construção do Setor Noroeste. Por isso, o grupo Cerrado Vivo chama a todos e todas para uma trilha ecológica em defesa da reserva, que acontecerá na manhã do domingo, dia 8. A concentração ocorrerá na entrada do Setor Militar Urbano, ao lado do velho canhão, a partir das 10h, com previsão de saída às 10h30. Recomenda-se levar água e filtro solar. A caminhada poderá ser uma das últimas oportunidades de apreciar a beleza daquele pedaço de cerrado, caso não se consiga conter o início dos empreendimentos imobiliários. “Os cidadãos de Brasília não podem assistir passivamente à destruição de seu patrimônio ambiental e dos indígenas que lá vivem”, disse Rafael Zanon, diretor do Sindicato dos Bancários.

 Além da riqueza da biodiversidade do cerrado, a área da reserva ambiental possui várias nascentes que formam a bacia do Paranoá. Agora, a indústria da especulação imobiliária (que elege governadores e controla jornais no DF) está prestes a destruir todo esse importante patrimônio ambiental para a construção de um bairro de alto luxo, o Setor Noroeste, que terá o metro quadrado mais caro de Brasília (a Terracap divulga que o valor do metro quadrado será em torno de R$ 6 mil).

O bairro de luxo de Arruda e Paulo Otávio atingirá diretamente a qualidade de vida dos brasilienses, agravando questões como o trânsito, a poluição e principalmente o abastecimento de água. Não é apenas isso: a construção do Setor Noroeste também pretende expulsar da área uma comunidade indígena, composta por cerca de dez famílias, que vive lá há mais de 30 anos. O grupo Cerrado Vivo, que defende a preservação da região, informa em seu site que, “na prática, o massacre dessa gente já começou: o cacique Korubo, morador que vinha sofrendo ameaças de morte, está desaparecido já há seis meses, e uma moradia indígena foi incendiada de forma criminosa no local.” Saiba mais em http://cerrado.wiki.br

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