Um triste aniversário se completará nesta quinta feira (25). Nesta data se completarão dois anos desde que o Sindicato começou a pleitear a construção de um elevador na saída da Galeria dos Estados, no lado do Setor Bancário Sul.
Em 25 de março de 2008, o Sindicato promoveu manifestações exigindo a adaptação para favorecer pessoas deficientes. O prefeito comunitário do SBS e diretor do Sindicato, José Pacheco, também enviou um ofício a Administração Regional de Brasília e à direção do Banco do Brasil, solicitando a instalação do elevador. Na mesma data, também foram enviados ofícios ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan-DF) e ao Metrô.
“Houve uma manifestação, que contou inclusive com o apoio de uma associação de pessoas deficientes do DF, o Ministério Público e a Procuradoria do Idoso e da Pessoa com Deficiência”, relembra Rogério Fernandes Dias, bancário do BB e deficiente físico.
A direção do BB concordou em doar a máquina do elevador, e a direção do Metrô - DF se ofereceu para prover a manutenção do equipamento depois que este estivesse instalado. O Iphan-DF autorizou a instalação do equipamento na área, que é tombada. As respostas chegaram no mês de agosto de 2009, após várias reuniões da Prefeitura Comunitária do SBS com essas entidades. O entrave ficou por conta da Administração Regional de Brasília, que tendo ficado responsável pelo projeto arquitetônico e pela instalação do elevador, alegou não ter recursos para realizar a obra.
“Em fevereiro de 2009, tentei marcar a enésima reunião com a Administração Regional, mas até agora não obtivemos resposta. É uma situação aviltante, que prejudica os trabalhadores que têm dificuldades de locomoção e indigna a sociedade. Por isso, a pressão sobre a Administração Regional tem que continuar”, destaca José Pacheco.
Oldemar Barbosa é bancário do BB há nove anos e trabalha do SBS. Como deficiente físico, precisa usar cadeira de rodas para se locomover. Para ele, a falta do elevador no local gera uma dificuldade cotidiana. “O tempo que a falta do elevador me custa talvez seja a pior parte, pois um trajeto que eu faria em cinco minutos, de cadeira de rodas, leva pelo menos meia hora para ser feito, todos os dias. Além disso, há um custo adicional para o banco, já que é preciso que um carro da frota venha me buscar no outro lado da estação e me traga para o SBS. Depois que eu chego no SBS, eu fico ilhado aqui, sem condições, por exemplo, de sair para almoçar em outro lugar. Há também o fator psicológico. Quem não é deficiente não imagina o quanto é ruim não poder se locomover em liberdade”.
Por tudo isso, nesta sexta feira (26) haverá nova manifestação pedindo a instalação do elevador no SBS, ao meio-dia. O Sindicato compartilhará um bolo, com duas velas, para lembrar dos dois anos da luta pelo elevador no SBS.
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