A recente troca de conselheiros deliberativos indicados pelo Banco do Brasil na Previ, o fundo de pensão dos funcionários do banco, reforçou a desigualdade entre gêneros. O Conselho Deliberativo do fundo de pensão acabou ficando sem uma mulher sequer entre os membros escolhidos pelo banco. A constatação é da diretora do Sindicato e conselheira deliberativa eleita da Previ, Mirian Fochi Em julho deste ano, tomaram posse quatro novos conselheiros indicados pelo BB e nenhuma mulher integrou a lista. A única representação feminina dos indicados saiu e não foi substituída por outra mulher. Não bastasse a discriminação de gênero, entre os conselheiros indicados pelo banco também não há negros. A discriminação fica evidente se levarmos em conta que quase metade dos funcionários do BB é formada pelo público feminino. A desigualdade ficou estampada também no recente Encontro de Conselheiros, realizado na Costa do Sauípe, que reuniu cerca de 200 conselheiros que atuam nas empresas nas quais a Previ tem participação acionária. Nem 10% deles eram mulheres. O banco ainda vende uma imagem de igualdade nas relações de trabalho na mídia. “Na reunião anterior ao encontro fiz o meu protesto porque o banco tirou do Conselho Deliberativo a única mulher indicada por ele e colocou um homem no lugar", informa Mirian Fochi, também secretária de Assuntos Jurídicos da Contraf-CUT. Foi por sugestão dela, feita em dezembro do ano passado, que a atual gestão da Previ aceitou implantar o programa Pró-Equidade de Gênero, da Secretaria Especial de Política para as Mulheres do Governo Federal no fundo de pensão.