Apesar da elevada participação feminina no mercado de trabalho do DF, que registrou movimento ascendente em 1,3% entre 2007 e 2008, cresceu o abismo entre as mulheres e os homens. A queda da taxa de desemprego foi maior entre eles de 20,2%, em 2003, para 13,4%, em 2008 do que entre elas (variação de 5,9 pontos percentuais, passando de 25,7%, em 2003, para 19,8% no ano passado). Esse descompasso resultou, em 2008, na maior diferença relativa entre as taxas de desemprego masculina e feminina desde o início da série histórica da Pesquisa de Emprego e Desemprego, em 1992.
Este foi um dos principais resultados do estudo elaborado pelo Dieese e pela Seade, divulgado na quarta-feira, dia 4, que apontou ainda o aumentou da distância salarial entre os dois sexos. Em 2007, as mulheres ganhavam, em média, 76,9% do salário dos homens; já em 2008, esse índice caiu para 76,5%.
A boa notícia é que a pesquisa mostra que as brasilienses são as mais bem pagas em relação ao restante do país. No DF, a média paga às trabalhadoras é de R$ 8,36 por hora, enquanto na cidade do Recife é de R$ 3,44, e em São Paulo é de R$ 5,76, por exemplo.
"Esse cenário mostra a urgência da implementação de políticas públicas para a reversão - a curto, médio e longo prazos - do quadro de desequilíbrio entre homens e mulheres no mercado de trabalho ", defende a diretora do Sindicato Maria Aparecida Sousa.
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