O Movimento contra a Corrupção, organizado pela CUT-DF com outras centrais sindicais e movimentos sociais e estudantis, promove uma caminhada e vigília nesta terça feira (22). A concentração acontecerá na sede da CUT-DF, no edifício Venâncio V do Conic, às 17h. De lá, a manifestação passará pela Rodoviária do Plano Piloto e seguirá em direção ao Congresso Nacional, onde haverá uma vigília pedindo a punição do governador Arruda, de seu vice Paulo Otávio e dos parlamentares denunciados na operação Caixa de Pandora, da Polícia Federal.
Os protestos pela saída dos envolvidos no esquema de arrecadação e distribuição de propinas também ocorreram no final de semana. Houve no Setor Bancário Sul um Ato Cultural, que, animado por vários artistas de estilos que iam do rap ao frevo, começou na tarde de sábado e adentrou a madrugada de domingo.
O Movimento contra a Corrupção procura manter a população atenta para a gravidade da crise institucional atravessada pelo governo do Distrito Federal principalmente por causa do recesso parlamentar e das festas de fim de ano.
Ato Cultural
O silêncio típico da noite foi quebrado no Setor Bancário Sul no último sábado. Foi através das letras das canções, dos poemas e da dança que os brasilienses puderam expressar sua indignação e sua esperança na chegada de dias melhores. O Ato começou às 17h, e os artistas se revezaram no palco até por volta da meia noite. Entre as atrações, estavam presentes o rapper Gog, a música regional do grupo Seu Estrelo e o Fuá do Terreiro, e as performances poéticas da Tribo das Artes.
A deputada distrital Erika Kokay, presente no Ato, comentou que “não é à toa que os artistas foram um dos grupos que mais sofreram repressão durante os regimes totalitários”. Para ela, “a cultura e a arte são expressões essencialmente humanas e transformadoras, e por isso não combinam com corrupção”.
Jorge Marino, do grupo Passistas de Brasília, reforça essa visão. “O povo tem de se levantar e criar consciência; isso é a única coisa que pode evitar essa situação de impunidade para os poderosos, tal como existe no nosso país. Eu acredito na arte como uma grande forma de despertar essa consciência”, disse ele. O grupo de Marino animou o ato com apresentações de frevo. O Ato foi promovido pela CUT-DF em conjunto com o Fórum de Cultura do Distrito Federal, e apoiado pelo Sindicato dos Bancários.
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