Com a deflagração da greve dos vigilantes do Distrito Federal nesta terça-feira (23), o Sindicato dos Bancários de Brasília reforça que bancárias e bancários só devem trabalhar em agências e dependências bancárias com a presença dos profissionais de segurança previstos em lei.
Em ofício encaminhado às instituições financeiras, o Sindicato dos Bancários cobra a adoção de medidas imediatas para garantir a segurança de trabalhadores, clientes e usuários, como a suspensão do atendimento presencial e o fechamento de agências e demais unidades que ficarem sem vigilância armada, além da não convocação de empregados para locais sem condições adequadas de segurança.
O Sindicato também pede a priorização do trabalho remoto e alerta que a manutenção das atividades presenciais sem proteção patrimonial transfere aos trabalhadores riscos que devem ser assumidos e gerenciados pelo banco, podendo inclusive gerar responsabilização dos gestores e da instituição por eventuais ocorrências.
A Lei nº 14.967, de 2024, que instituiu o Estatuto da Segurança Privada e da Segurança das Instituições Financeiras, estabelece regras específicas para o funcionamento de dependências bancárias. Entre elas, está a obrigatoriedade de plano de segurança aprovado pela Polícia Federal nos locais onde há atendimento ao público e guarda ou movimentação de numerário e valores.
Nas agências bancárias, a legislação prevê a presença mínima de dois vigilantes durante o horário de atendimento ao público, equipados conforme as normas de segurança. Nos postos de atendimento bancário com atendimento ao público e movimentação de valores, a lei também prevê a presença mínima de vigilante.
O Sindicato também alerta que bancárias e bancários não devem assumir funções de segurança, transporte de valores, guarda de numerário ou qualquer atividade que não faça parte de suas atribuições. A própria legislação veda que empregados de instituições financeiras executem transporte de numerário ou valores.
Por isso, em caso de greve dos vigilantes ou ausência desses profissionais nas unidades, a orientação é que os trabalhadores comuniquem imediatamente o Sindicato e não aceitem improvisações que coloquem em risco sua segurança, sua integridade física ou sua responsabilidade funcional.
A entidade também reforça sua solidariedade à categoria dos vigilantes do Distrito Federal, que enfrenta impasse nas negociações coletivas com o sindicato patronal. Os vigilantes exercem uma atividade essencial, marcada por risco, responsabilidade e exigência de formação específica. A valorização desses trabalhadores também é parte da defesa de um ambiente bancário seguro.
Para o Sindicato, bancos públicos e privados devem cobrar das empresas de segurança privada uma solução responsável para as negociações, com proposta concreta que respeite os direitos da categoria e evite prejuízos aos trabalhadores e à população.
O Sindicato seguirá acompanhando a situação e orienta a categoria a manter contato com a entidade diante de qualquer tentativa de funcionamento irregular, ausência de vigilantes ou pressão para realização de atividades incompatíveis com a função bancária.
Da Redação
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