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11 de Fevereiro de 2009 às 15:12

Bancários se mobilizam no Dia Nacional de Luta pelo Emprego e Salário

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Com o mote “Querem lucrar com a crise. A classe trabalhadora não vai pagar esta conta”, a Central Única dos Trabalhadores (CUT) e sindicatos filiados realizaram hoje em todo o país um Dia Nacional de Luta pelo Emprego e Salário.

As manifestações fazem parte do calendário de atividades da Central contra a especulação criada por empresários e políticos no país que se aproveitam para lucrar com a crise internacional iniciada em setembro do ano passado nos Estados Unidos. A CUT se posiciona contra as demissões e a flexibilização dos diretos dos trabalhadores.

Em Brasília, o Sindicato participou pela manhã de ato convocado pela CUT-DF na região central da capital. A concentração ocorreu na quadra 5 do Setor Comercial Sul (SCS), de onde os trabalhadores seguiram até o shopping Conjunto Nacional. Durante o trajeto, diretores do Sindicato entregaram nota da CUT à população, explicando as razões dos protestos, a luta em defesa do trabalhador e sugerindo ao governo e empresariado alternativas à crise mundial. 

“De fato, os trabalhadores não podem pagar uma conta que não é deles. Vamos nos manter mobilizados em várias frentes, atuando na composição de forças na defesa dos interesses de quem realmente movimenta a economia desse país, que são os trabalhadores”, afirmou o presidente do Sindicato, Rodrigo Britto. “Não tem que haver demissão nem corte de salários”. 

Para Rejane Pittanga, presidente da CUT-DF, “a manifestação demonstrou a disposição do trabalhador e da trabalhadora do Distrito Federal de enfrentar a proposta que vem sendo feita pelo GDF de congelamento salarial. Além disso, a atividade mostra também que, enquanto for necessário, nós continuaremos nesta luta”.

A CUT protesta e exige medidas contra:

1 - Falta de responsabilidade social dos empresários;
2 - Demissões e redução de salário;
3 - Oportunismo das empresas por usar a crise mundial como desculpa para demitir;
4 - Retenção de crédito que impede, dificulta e encarece o financiamento ao consumidor final, apesar do aporte do governo federal;
5 - Spread (lucro dos bancos com empréstimo) no Brasil, que é o maior do mundo e 11 vezes maior que o dos países desenvolvidos;
6 - Juros altos, também os maiores do mundo;
7 - Pelo uso do superávit primário para garantir programas sociais e investimentos em obras que gerem emprego;
8 - Pela garantia de que os governos exijam contrapartidas sociais e manutenção de emprego de empresas beneficiadas por isenção fiscal e empréstimos públicos.

Com informações da CUT-DF

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