O Cineclube Bancário retornou em 2010 revigorado. Após a exibição dos filmes, haverá, sempre que possível, um debate com o público sobre o tema e o universo tratados nas obras, com a presença de cineastas, especialistas, militantes e pesquisadores.
Nesta segunda-feira (19), após a sessão do filme Terra Vermelha, ficção que aborda a luta de um dos povos indígenas, o tema será discutido por dois especialistas e ativistas dos movimentos sociais. Estão convidados para esse debate na noite em que se comemora o Dia da Luta Indígena:
• Pedro Tierra, pseudônimo de Hamilton Pereira da Silva, poeta, escritor, ex-preso político, ex-presidente da Fundação Perseu Abramo, estudioso sobre reforma agrária, política agrícola, segurança alimentar e cidadania ambiental, ex-secretário de Cultura do DF (1997/1998) e, atualmente, assessor da presidência da Agência Nacional de Águas (Ana);
• Denise da Veiga Alves, advogada anteriormente ligada ao Movimento dos Brasileirinhos Apátridas e ao MST, atualmente assessora do Conselho Indigenista Missionário (Cimi), órgão vinculado à CNBB, e que vem oferecendo apoio jurídico às comunidades e aos povos indígenas, especialmente aos Guarani-Kaiowá do Mato Grosso do Sul retratados no filme.
A última sessão do Cineclube em abril será no dia 26 com o documentário O homem que engarrafava nuvens — na semana seguinte ao lançamento do filme em circuito comercial. Para discutir o universo da música regional, como a do compositor nordestino Humberto Teixeira, parceiro de Luiz Gonzaga, bem como o papel da produção cinematográfica que faz o resgate cultural, estarão presentes no Teatro dos Bancários:
• Clodo Ferreira (Clodomir Souza Ferreira), compositor, cantor e instrumentista natural do Piauí, que começou a fazer músicas aos 15 anos de idade. Em Brasília desde 1965, formou-se em Jornalismo e Publicidade pela UnB, fez trio com os irmãos, dupla com a amiga Ana Silva, foi contrabaixista de Os Geniais e guitarrista de Os Continentais e Os Quadradões;
• Sérgio Moriconi, jornalista, cineasta, roteirista, milita há mais de 25 anos no cinema de Brasília; dirigiu Carolino Leobas (1978) e Athos (1998), co-dirigiu o curta Perseguini (1981) e produziu vídeos culturais e educativos como Quinca e Albertino, entre outras obras. É professor de cinema do Espaço Cultural 508 Sul, tendo ministrado cursos na Funarte, UnB e Minc.
À 19h30, antes da sessão de O Homem que engarrafava nuvens, haverá uma apresentação do Trio Paraibola, que tocará músicas compostas pela dupla Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira, que é a figura central do documentário.
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