Em meio a centenas de acidentes provocados por descasos e interesses patronais, o 28 de abril - Dia Mundial em Memória das Vítimas de Acidentes e Doenças do Trabalho – deve servir como reflexão e mobilização por um ambiente de trabalho mais saudável e seguro. Neste ano, a CUT, junto às demais centrais, realizará um seminário sobre alterações na lei 8.213/91 e outras alterações, no Plenário 13 do Anexo II da Câmara Federal, a partir das 9 horas. A lei versa sobre o pagamento de renda mensal ao acidentado urbano e rural, que sofreu acidente do trabalho ou doença das condições de trabalho.
O Dia Mundial em Memória das Vítimas de Acidentes e Doenças do Trabalho passou a ser comemorada após um acidente ocorrido em 28 de abril de 1969, quando 78 mineiros morreram em uma explosão na mina de Farmington, em Virgínia, Estados Unidos. A OIT (Organização Internacional do Trabalho) adotou, em 2003, o 28 de abril como data oficial da segurança e saúde nos locais de trabalho.
Nesse dia, todos os anos, as entidades dos movimentos sociais, as instituições públicas e governamentais, e todos aqueles que vivenciam esta realidade se unem para, em memória das centenas de milhares de vítimas da superexploração do capital, propor à sociedade ações permanentes contra essa grave situação.
Em números
No Brasil são registrados meio milhão de acidentes de trabalho ou no trajeto por minuto. Dados do INSS demonstram que de 2005 a 2006 houve um aumento de 5,6% no total de acidentes. No meio urbano, a situação não é diferente. De acordo com o documento “Trabalho Decente, Trabalho Seguro”, da OIT, cerca de cinco mil mortes são causadas diariamente decorrentes de acidentes e doenças do trabalho.
Em um estudo conduzido pelo Banco Inter-Americano de Desenvolvimento para a América Latina, os números mostram que de 20 a 27 milhões de acidentes de trabalho que ocorrem anualmente na região, 90 mil são fatais. Ou seja, 250 pessoas morrem por dia, com um balanço de 40 a 50 acidentes por minuto.
Apesar de dados demonstrarem que o emprego na construção civil brasileira cresceu 1,35% no primeiro bimestre de 2007, ou 21 mil novos postos de trabalho foram criados, esse é o ramo mais afetado por acidentes no trabalho – média de 70% da categoria – e que apresenta inúmeras causas para tal.
Fonte: Portal do Mundo do Trabalho, com CUT-DF
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