

Brasilienses começam o ano pagando mais caro pelo transporte público no Distrito Federal. Uma surpresa amarga para as pessoas que tiveram que desembolsar até 25% a mais para se locomover nesta segunda-feira (2).
A medida é ainda mais amarga quando não traz nenhuma perspectiva de melhoria no serviço prestado à população. Não é de hoje que a frota de ônibus no DF carece de pontualidade, segurança e, principalmente, de conforto. Isso sem falar da necessária e tão propagada expansão do metrô e do BRT que nunca sai do papel.
A qualidade do transporte, que já não é boa nos dias úteis, piora muito nos finais de semana e nos feriados, a exemplo do que ocorreu neste recesso de fim de ano. Quem sofre com isso são os mais de 1,2 milhão de brasilienses que dependem diariamente do transporte público.
O aumento
Com esse aumento, o segundo feito pelo governo Rollemberg, o preço do transporte público fica 66% mais caro em pouco mais de um ano, um dos mais altos do país. Nas linhas circulares, o valor da passagem passou de R$ 2,25 para R$ 2,50 (11% de aumento). Nas linhas curtas, aumentou de R$ 3 para R$ 3,50 (16%) e nas viagens de longa distância, integração e metrô, aumentou de R$ 4 para R$ 5 (25%).
Desrespeito
Conhecida pela ineficiência no sistema de transporte, Brasília foi palco, ainda na terça-feira, de manifestações pela cidade contra os novos preços das passagens. Os manifestantes criticaram a falta de respeito do governo que impôs a medida na calada da noite e pediram melhorias no serviço, entre elas maior frequência e mais segurança nas viagens, além da ampliação do itinerário dos ônibus.
CLDF critica
O reajuste também foi duramente criticado pela Mesa Diretora da Câmara Legislativa, que acenou com a possibilidade de vetar os novos preços e convocar uma assembleia extraordinária para esta quarta-feira (4).
Da Redação
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