

Com o tema “Saude e Segurança. Quem não investe, gasta”, a Semana Interna de Prevenção de Acidentes de Trabalho (Sipat) do Banco do Brasil no DF realizou início de dezembro seminário para discutir sustentabilidade da Cassi e saúde mental no trabalho bancário.
“O objetivo é ampliar a conscientização dos funcionários sobre a importância da saúde. Depois do Outubro Rosa e Novembro Azul, vamos destinar o mês de dezembro para o combate aos malefícios relacionados ao trabalho. Será um tempo para que eles cuidem da saúde, principalmente, discutindo o assunto”, ressaltou o secretário do Conselho de Usuários da Cassi e coordenador da Sipat 2015, Adenir Pinto da Silva.
Assédio moral
Fernanda Duarte, psicóloga e pesquisadora do Grupo de Estudos e Práticas em Clínica, Saúde e Trabalho (Gepsat) da Universidade de Brasília, falou sobre seu trabalho no Sindicato, que envolve o acolhimento de bancários e a prestação de assistência psicológica em questões relativas à saúde do trabalhador.
“Buscamos entender como acontece esse adoecimento e quais as conseqüências decorrentes às mudanças no mundo do trabalho bancário. Muitas pessoas buscam nossa assistência em função do assédio moral e da sobrecarga de trabalho, questões que levam ao adoecimento mental e físico.”
Nesse sentido, ela ressalta a importância de as pessoas buscarem ajuda desde as primeiras manifestações e incômodos. “Assim, o Sindicato pode atuar e buscar meios para solucionar esses problemas. A saúde do bancário não passa só pelo indivíduo, mas pelas instituições que deveriam ampará-lo como o empregador, ou seja, o banco, e a instituição que representa a categoria, o Sindicato.”
Representando a Secretaria de Saúde do Sindicato, a diretora Monica Holanda falou da importância da Sipat enquanto fórum de discussão de problemas da saúde do trabalhador. “A questão do adoecimento em decorrência de assédio moral nos chama a atenção. É importante que todos os bancários conheçam os resultados da pesquisa do adoecimento mental realizada pelo Sindicato em parceira com a UnB. Mais importante ainda é que os trabalhadores saibam quais as ferramentas disponibilizadas pelo Sindicato para combater essa praga que assola a categoria.”
Para aqueles bancários vítimas de assédio moral ou que saibam de alguém que esteja nessa situação, Mônica falou da importância de se fazer a denúncia. “Ao procurar ajuda, o bancário não precisa se identificar. O Sindicato irá intervir para resolver os problemas.”
Sustentabilidade da Cassi
O gerente de saúde da Cassi Ênio Braga Júnior, disse que a discussão sobre as questões relacionadas à sustentabilidade da Cassi deve ser madura devido ao momento dramático que a Caixa de Assistência atravessa.
“A questão do financiamento da Cassi é muito importante, mas não é a única. Não há dúvidas que a Cassi precisa de recursos adicionais. Mas nada adianta se esses recursos forem aplicados nesse sistema hegemônico médico curativo hospitalocêntrico, que está absolutamente falido. Esse modelo não gera qualidade. Pelo contrário, é ineficiente e aumenta o custo sem a contrapartida da qualidade assistencial.”
Para o coordenador do Conselho de Usuários da Cassi DF, Cláudio Alberto Nascimento, é extremamente oportuno debater este assunto na Sipat. “É importantíssimo trazer ao conjunto de trabalhadores a visão dos usuários e de um órgão de controle social da Cassi. É uma oportunidade impar de participar ativamente da discussão da saúde do trabalhador. A sustentabilidade da Cassi também depende da consciência coletiva do bancário.”
Da Redação
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