O Sindicato encaminhou ofício ao presidente da Caixa, Pedro Guimarães, relatando as medidas previstas em acordos, decretos e protocolos essenciais de prevenção ao contágio por coronavírus que não estão sendo observadas pela empresa.
“Além de desrespeitar tudo o que está previsto, a Caixa exerce forte pressão para que os empregados que estão em home office retornem ao trabalho presencial nesse momento crítico da pandemia aqui no DF. O risco de contágio nunca esteve tão alto e a direção da empresa demonstra não ter a menor preocupação com isso”, diz a secretária-geral do Sindicato, Fabiana Uehara.
A Caixa ignorou comunicado que ela própria fez ao empregados e às entidades sindicais prorrogando o teletrabalho até 17 de julho e passou a pressionar para o retorno às unidades, inclusive de empregados do grupo de risco. O Sindicato vem recebendo denúncias de convocações da empresa desde a semana passada.
No ofício a Pedro Guimarães, o Sindicato destaca que a realização do trabalho presencial não tem seguido minimamente os protocolos essenciais e informa, conforme denúncias dos bancários e bancárias, o descumprimento das seguintes medidas:
Os trabalhadores relatam ainda casos de copas de dimensões inadequadas para a quantidade de trabalhadores; de não observância da distância mínima de dois metros entre as pessoas; de unidades sem janelas, ou com janelas que não abrem; e de desinfecção precária, fora do disposto em Nota Técnica.
O Sindicato destaca na comunicação ao presidente da Caixa a “imperiosa necessidade da adoção das medidas de isolamento, possíveis a partir do acionamento das formas de trabalho não presencial, com manutenção das mesmas até o final da pandemia - medidas que têm demonstrado grande eficácia na proteção às vidas”.
Evando Peixoto
Colaboração para o Seeb Brasília
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