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27 de Novembro de 2013 às 15:12

Sindicato participa do seminário 'Vigilância em Saúde do Trabalhador'

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Bancários são representados no seminário 'Vigilância em Saúde do Trabalhador'


Ações voltadas para a saúde da categoria são destaque da atuação do Sindicato, que participou na segunda-feira (25) do seminário 'Vigilância em Saúde do Trabalhador', que ocorreu no auditório externo da Fiocruz e debateu 'Temas emergentes na saúde do trabalhador'.

Durante a abertura do evento, promovido pelo Centro de Referência em Saúde do Trabalhador do DF (Cerest-DF) em parceria com a Diretoria Regional de Brasilia da Fiocruz, foi ressaltado o alto índice de trabalhadores afastados e aposentados por doenças relacionadas ao trabalho, um milhão em 2012, de acordo com dados divulgados pelo INSS. Essas informações consideram somente o emprego formal. As maiores incidências são por doenças cardiovasculares, lesões por esforço repetitivo e doenças osteomusculares relacionadas ao trabalho (LER/Dort) e transtornos psíquicos.

“Parece que o adoecimento dos nossos trabalhadores está invisível na sociedade. Precisamos de políticas de prevenção efetivas para cessar com casos de tantas pessoas afastadas e aposentadas por questões relacionadas ao trabalho. Nesse contexto, o seminário se faz necessário para discussão e sugestão de pauta de ações nos locais de trabalho que objetivam a prevenção da saúde dos trabalhadores”, frisou o representante do Ministério da Saúde, Roque Veiga.

Os trabalhadores do ramo financeiro estão inseridos no grupo que tem sofrido com o adoecimento no emprego. O secretário de Saúde do Sindicato, Wadson Boaventura, que também é membro da Comissão Intersetorial de Saúde do Trabalhador do Distrito Federal (Cist-DF), participou do seminário e lembrou do processo de reestruturação drástico no ramo financeiro na década de 1990, quando havia uma média de 1 milhão de bancários no Brasil e que chegaram a ser reduzidos a 450 mil.

Wadson
Secretário de Saúde do Sindicato, Wadson Boaventura debate questões do ramo finanaceiro em seminário

“Sabemos que os bancários também sofrem com problemas de saúde relacionados ao trabalho devido a inúmeros fatores como: excesso de trabalho, assédio moral, pressão para cumprimento de metas, entre outros. Entendemos que devemos contribuir para o debate para a criação de políticas que realmente diagnostiquem as zonas de perigo de doenças, assim poderemos trançar políticas efetivas de prevenção, bem como o tratamento adequado dos que já estão adoecidos”, afirma Wadson.

Subnotificação é um problema

O painel 'Compartilhando Informações de Saúde do Trabalhador' mostrou dados do mestrado de Manoela Costa com o auxílio do gerente da área de Análise de Situação em Saúde Ambiental e Saúde do Trabalhador do Ministério da Saúde, Luiz Belino. A dupla verificou que um dos maiores problemas em relação às doenças que acometem o trabalhador são as subnotificações. Vários trabalhadores adoecidos não são tabulados no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) do Ministério da Saúde. A situação dificulta o diagnóstico dos problemas mais críticos e impede a ação precisa de atividades de prevenção.

  • Veja aqui mais informações sobre do estudo apresentado no painel.

“A notificação deve ser utilizada como um alerta no local onde ocorre o problema para se fazer a vigilância. É importante observar se os problemas são recorrentes numa mesma empresa para fazer a prevenção. Até mesmo o ‘silêncio’ da notificação em determinada região pode ser um indício de que pode estar ocorrendo a subnotificação”, comenta Luiz Belino.

O Sinan passa por reformulação desde setembro para melhorar as especificações dos agravos para melhor análise do Ministério da Saúde.  

Políticas de prevenção mais efetivas

O Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO), previsto na Norma Regulamentadora nº 7 do Ministério do Trabalho e Emprego, também foi discutido no Seminário. O objetivo do programa é a promoção e preservação da saúde do conjunto dos trabalhadores.

O programa deve ter caráter de prevenção, rastreamento e diagnóstico precoce dos agravos à saúde relacionados ao trabalho. Também visa a constatação da existência de casos de doenças profissionais ou danos irreversíveis à saúde dos trabalhadores. Na prática, o programa não é executado de maneira tão eficaz, como no caso dos bancos.

“Cobramos uma atuação mais efetiva do INSS e do Ministério do Trabalho em relação ao PCMSO para políticas de prevenção da saúde dos trabalhadores. O programa ainda não é executado da maneira adequada e os bancários são prejudicados”, completa Wadson Boaventura.

 

Thaís Rohrer
Do Seeb Brasília

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