

O impacto das reformas da Previdência (PEC 287/2016) e trabalhista (PLC 38/2017) foi tema do debate de audiência pública, na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) do Senado, nesta quinta-feira (1º). O Sindicato foi representado pelo secretário de Assuntos Parlamentares, Edmilson Lacerda.
Os participantes apontaram aspectos prejudiciais aos trabalhadores das propostas do governo ilegítimo de Temer. E reforçaram a importância de dar continuar a mobilização para barrar as nefastas reformas.
O vice-presidente da CDH, senador Paulo Paim (PT–RS), anunciou que vai apresentar um requerimento para que, antes da votação do projeto da reforma trabalhista, os parlamentares façam diligências nas comunidades rurais, quilombolas e nas linhas de produção industriais para conhecer as condições em que os trabalhadores de menor remuneração atuam.
“Esse projeto é indecente. O negociado sobre o legislado é covardia”, criticou o senador. E questionou: “Num país como o nosso, que ainda tem escravo, como vamos dizer que há igualdade de direitos numa negociação? Se a lei não vale mais para o trabalhador, então que valha para mais ninguém. Vamos rasgar todas as leis”.
Paim endossou que a pressão não pode parar pois a previsão de votar a matéria na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) é no mesmo dia em que o TSE retomará o julgamento da ação que pede a cassação da chapa Dilma-Temer. E lembrou, ainda, que os senadores que aspiram uma candidatura aos governos estaduais e à Presidência da República são os mais sensíveis a mudar de voto a favor da classe trabalhadora.
Na segunda-feira (29), foi lançado o livro “O dragão debaixo da cama – impacto das reformas na vida dos brasileiros”, de autoria do senador Paulo Paim.
Mariluce Fernandes
Do Seeb Brasília
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