
O Sindicato se junta a inúmeras organizações feministas no Ato Unificado Nacional, que acontece neste sábado (7), às 15h, na Praça dos Três Poderes, exigindo #JustiçaPorMariFerrer e para reforçar o coro de que a cultura do estupro explora, oprime e violenta os corpos das mulheres. A atividade, promovida pela CUT-DF, acontecerá simultaneamente em outros Estados do país.
“Neste mês de combate à violência contra a mulher, um episódio trouxe à tona a triste realidade que impera nos tribunais. Um vídeo exposto pela influencer Mariana Ferrer mostra o drama da vilanização das vítimas de estupro e a forma como o ambiente machista da Justiça costuma tratar mulheres que buscam reparo contra a violência”, observa a diretora do Sindicato Zezé Furtado.
E acrescenta: “A construção da igualdade de gênero e o fim da violência contra as mulheres é luta permanente do Sindicato”.
'Estupro culposo'
Há dois anos, Mariana, de 23 anos, trava uma batalha na Justiça. Ela diz que, depois de ser drogada, acabou violentada pelo empresário André de Camargo Aranha em um camarim privado de uma casa noturna de luxo em Florianópolis. Em setembro deste ano, o Tribunal de Justiça de Santa Catarina inocentou o acusado alegando falta de provas. A Justiça considerou que Aranha não teve a intenção de estuprar Mariana - daí a expressão 'estupro culposo' cunhada pela reportagem do The Intercept Brasil, que divulgou o vídeo da audiência, para se referir à decisão do Tribunal, que não tem qualquer precedente.
Para especialistas, esse é mais um episódio de culpabilização da vítima. Ou seja, a violência institucional no processo do caso Mariana Ferrer é mais uma violação do direito e da dignidade da vítima e de todas as mulheres.
Por isso, participem! Pela vida de todas as mulheres, pela liberdade de seus corpos, pela garantia dos direitos, da saúde e do acolhimento das vítimas de violência e pelo tratamento adequado, justo e digno.
Mariluce Fernandes
Do Seeb Brasília
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