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20 de Abril de 2011 às 12:04

Sindicato lança guia sobre direitos dos clientes e contra abuso dos bancos

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O Sindicato lançou na noite desta terça-feira 19 em Brasília um guia para orientar clientes e usuários sobre os seus direitos nas relações com os bancos. A cartilha “Os bancos e você – Como se defender dos abusos dos bancos”, parceria entre o Sindicato, a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e o Instituto de Defesa do Consumidor (Idec), trata de assuntos como da abertura de contas, tarifas bancárias e atendimento, além de aplicações financeiras e leasing.


Participaram da cerimônia de lançamento, realizada no Teatro dos Bancários, o secretário-geral do Sindicato, André Nepomuceno; a deputada federal Erika Kokay; o presidente da Contraf-CUT, Carlos Cordeiro; o presidente do Sindicato Nacional dos Funcionários do Banco Central (Sinal), Sérgio da Luz Belsito; a coordenadora executiva do Idec, Lisa Grunn; o diretor geral do Procon-DF, Osvaldo Francisco de Morais; o secretário jurídico da Federação dos Trabalhadores em Empresas de Crédito do Centro Norte (Fetec-CUT/CN), Juliano Rodrigues Braga, e a coordenadora geral do Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor do Ministério da Justiça, Patrícia Barros.


A cartilha foi apresentada pelo secretário-geral do Sindicato, que lembrou o compromisso da entidade com temas de interesse não somente da categoria bancária mas da sociedade como um todo. “Essa publicação parte do entendimento de que é necessário discutir assuntos que são de interesse do consumidor bancário e permitir que ele tenha dados para escolher onde quer ter uma conta, como deseja movimentar seu dinheiro, quais são os seus direitos e como usar o sistema bancário de forma correta”, explicou Nepomuceno.


A coordenadora executiva do Idec, Lisa Grunn, falou sobre o problema da desinformação dos consumidores brasileiros. Segundo ela, não conhecer os direitos antes de iniciar um contrato com qualquer instituição, por exemplo, principalmente com bancos, é muito grave. “Quando isso acontece é gerado um desequilíbrio, dando a impressão de que os bancos são os únicos que têm direitos e, os consumidores, deveres”, disse.


Lisa abordou também a importância de o consumidor agir como fiscalizador dos serviços que utiliza, fazendo referência às empresas com responsabilidade socioambiental e aos produtos oferecidos por elas que têm esse selo. “Nós desempenhamos diversos papeis ao mesmo tempo; todos somos consumidores em algum momento, então é responsabilidade de todos conhecer seus direitos e lutar para que sejam cumpridos”, reforçou.


Os altos juros cobrados pelas instituições financeiras no Brasil também foram discutidos. O presidente da Contraf-CUT, Carlos Cordeiro, definiu como ‘abusivos e inexplicáveis’ o que é praticado no país. Cordeiro deu como exemplo o HSBC – que cobra algo em torno de 60% de juros e tarifas ao ano – enquanto que em países da Europa essa taxa fica entre 6% e 7% pelo mesmo período.


Cordeiro também criticou o alto índice de reclamações relacionadas aos bancos junto ao Procon e criticou o sistema financeiro. Segundo ele, a atuação dos bancos não atende às demandas da sociedade, “além de ter uma postura predatória na economia, pois o investimento na produção não é o suficiente, além de cobrar taxas altas que duplicam seu capital periodicamente”.

A deputada federal Erika Kokay parabenizou a iniciativa do Sindicato de atuar também na defesa de clientes e usuários do sistema bancário. Segundo a deputada, as tarifas cobradas, as filas intermináveis, as cobranças indevidas e muitas outras coisas que os clientes são obrigados a enfrentar refletem o “descaso dos banqueiros com aqueles que utilizam os serviços”. “Os bancários e usuários merecem respeito como consumidores e como pessoas”, enfatizou.


O guia tem tiragem de 5 mil exemplares e está disponível em formato pdf clicando aqui.

 

Veja abaixo alguns dos temas abordados:

 

* A escolha do banco – Localização, qualidade de serviços e atendimentos, valores de tarifas e segurança devem ser observados.
* A abertura da conta – O contrato deve ser lido com atenção e não se deve deixar espaços em branco.
* Movimentando a conta – Documentos básicos como extratos ou canhotos que comprovem alguma transação devem ser guardados.
* Pagamentos – Os bancos são obrigados a receber pagamentos de contas conveniadas durante o expediente bancário.

 

Pricilla Beine
Do Seeb Brasília

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