O Sindicato realizou ato e fechou, nesta segunda-feira (20), a agência Taguatinga Sul do Banco do Brasil, no Pistão Sul, para denunciar a falta de funcionários, as condições precárias de trabalho e os impactos da redução do quadro no atendimento à população.
A unidade possui dotação prevista de seis empregados, mas conta com apenas três trabalhadores atuando efetivamente. Segundo informações levantadas no local, há dois empregados afastados e uma vaga em aberto. Com metade da estrutura necessária, o tempo médio de espera dos clientes chega a cerca de uma hora e meia.
A situação é agravada pelo fato de a agência ter passado recentemente por reforma na bateria de caixas, mas sem ativação do atendimento correspondente. Para o Sindicato, o caso expõe uma contradição: o banco investe em estrutura física, mas não garante trabalhadores suficientes para atender a população.
Dirigente do Sindicato, Rafael Saldanha afirmou que a precarização do atendimento e a sobrecarga dos empregados fazem parte de um problema mais amplo enfrentado pela categoria durante a campanha salarial. “É uma agência com dotação de seis funcionários, mas apenas três estão trabalhando de fato. Não há condições de atendimento à população nem de trabalho para os colegas. O tempo médio de espera chega a uma hora e meia, e a agência ainda passou por reforma na bateria de caixas sem que esse atendimento fosse ativado”, destacou.
A atividade também contou com a participação de dirigentes da Fetec-CUT/CN, que reforçaram a importância da unidade da categoria durante a campanha nacional. Para Teresa Cristina, a mobilização nos locais de trabalho é essencial para mostrar ao banco que a insatisfação dos empregados não é pontual. “A categoria precisa estar unida neste momento. A negociação só avança quando os trabalhadores participam, demonstram sua insatisfação e fortalecem a atuação das entidades na mesa”, afirmou.
Rejane Marques Ferreira, também da Fetec-CUT/CN, chamou atenção para os riscos impostos pelo fim da ultratividade, mecanismo que garantia a manutenção das cláusulas dos acordos coletivos até a assinatura de um novo instrumento. Sem essa proteção, os bancos passam a usar a proximidade da data-base como forma de pressão nas negociações. “Estamos defendendo direitos construídos ao longo de décadas. A campanha salarial não é apenas por novas conquistas, mas também pela preservação daquilo que diferencia a categoria bancária”, ressaltou.
Durante o ato, Rafael Guimarães, diretor do Sindicato, destacou que a mobilização precisa ganhar força nas unidades para ampliar a pressão sobre o banco. Para ele, ações organizadas pela base ajudam a dar visibilidade às condições enfrentadas pelos trabalhadores e pela população. “A participação dos colegas é fundamental. Quando a categoria se organiza e mostra sua insatisfação, a luta ganha outro peso diante do banco”, afirmou.
Da Redação
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