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14 de Setembro de 2013 às 18:58

Sindicato está de luto pela morte do bancário, sindicalista, deputado e ministro Luiz Gushiken

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13913232850É com muita tristeza que o Sindicato noticia a morte do bancário, sindicalista, deputado e ministro Luiz Gushiken, 63 anos. Amigo e companheiro de inúmeras lutas em defesa dos trabalhadores, Gushiken faleceu nesta sexta-feira (13), no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, onde estava internado em estado grave por causa de um câncer. Fundador e dirigente do PT e da Central Única dos Trabalhadores (CUT), ele esteve à frente da maior greve nacional dos bancários, em 1985.

À época da paralisação, defendeu salários dignos e melhores condições de trabalho, conquistando vitórias importantes para a categoria, como o tíquete-refeição e o auxílio-creche/babá, até hoje direitos assegurados na Convenção Coletiva de Trabalho (CCT).

O corpo de Gushiken será sepultado às 16h deste sábado (14). O velório será no mesmo local, no Sumaré, zona oeste da capital paulista.

Trajetória

De 1970 a 1999, foi funcionário do antigo Banespa, adquirido pelo Santander no processo de privatizações do governo Fernando Henrique Cardoso (FHC). Gushiken sucedeu Augusto Campos e presidiu o Sindicato dos Bancários de São Paulo (1984 a 1986), atuando de forma ativa contra a ditadura militar, pela redemocratização do país e em defesa da categoria bancária.

"Para bem exercer o poder é preciso ao mesmo tempo gostar de exercê-lo e igualmente ter desprendimento em relação a ele", dizia Gushiken. E poucos exerceram com tanto talento e humildade.

Ele também ajudou a organizar o Departamento Nacional dos Bancários da CUT, que deu origem à Confederação Nacional dos Bancários (CNB-CUT) e mais tarde à Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT).

Ex-presidente do PT, foi eleito deputado federal por três vezes (1987-1990, 1991-1994 e 1995-1999), tendo sido deputado constituinte e ajudou a construir a Constituição Cidadã de 1988, atualmente em vigência no país.

Foi também coordenador da campanha vitoriosa de Lula em 2002, tendo sido ministro-chefe da Secretaria de Comunicação no primeiro mandato, onde foi autor de uma campanha de resgate da autoestima do brasileiro, cujo slogan era "Sou brasileiro, não desisto nunca".

Depois de deixar a Secretaria de Comunicação, Gushiken passou a ocupar a chefia do Núcleo de Assuntos Estratégicos (NAE) da Presidência da República, de onde se demitiu em novembro de 2011.

Em 2005, foi acusado de participação no suposto esquema do mensalão. Sete anos depois, foi inocentado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) de todas as acusações.

O senador Eduardo Suplicy, durante emocionado discurso na tribuna do Senado na última terça-feira (10), lamentou a ausência de qualquer reparação, pela mídia, das acusações veiculadas.

O senador lembrou o "depoimento exemplar" de Gushiken à CPI que investigou o caso. Lembrou que o Ministério Público escondeu documento que provava a inocência de Gushiken. "Foram 3.285 dias em que sua honra foi pisoteada, com requintes de crueldade", afirmou o senador.

Gushiken atuou na corrente Liberdade e Luta (Libelu), braço estudantil da Organização Socialista Internacionalista (OSI), de orientação trotskista. Devido à ascendência nipônica, era chamado de “China” pelo ex-presidente Lula.

Em nota, a família Gushiken lembrou os momentos mais importantes da carreira dele. Nascido em Oswaldo Cruz (SP), casado com Elisabeth e pai de três filhos (Guilherme, Artur e Helena), Gushiken cursou administração de empresas na Fundação Getúlio Vargas (FGV).

Luta pela vida

Os problemas de saúde remontam à década de 70, quando passou por pesado tratamento radioterápico após a retirada de um câncer no testículo. Sofreu um ataque cardíaco em 2001. Em 2002, extraiu o estômago, sofreu septicemia após a cirurgia e perdeu 20 quilos em sete dias.

Em 2008 teve novo princípio de infarto e, em 2010, passou por grande cirurgia para retirar várias partes de órgãos internos acometidos pelo câncer, operação que se repetiu em maio deste ano.

Aos familiares e amigos, nossas condolências.

Da Redação
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