Agora que vieram a público denúncias, investigações e indícios de irregularidades envolvendo a tentativa de compra do Banco Master pelo BRB, diversas vozes passaram a se manifestar sobre o caso, muitas delas como críticas de última hora da operação. No entanto, muito antes de o tema ganhar repercussão nacional e de a crise virar manchete, o Sindicato dos Bancários de Brasília já atuava de forma firme, responsável e documentada, acionando órgãos de controle e o Judiciário para questionar a operação, denunciar riscos e defender o BRB como banco público, forte e comprometido com o interesse da sociedade.
Desde os primeiros movimentos da negociação, quando ainda predominavam o silêncio e a omissão, o Sindicato adotou uma estratégia combinada de ações extrajudiciais, iniciativas políticas e medidas judiciais, com o objetivo de impedir que uma operação cercada de suspeitas comprometesse o patrimônio público, os empregos e a função social do BRB. Enquanto alguns tentam surfar na onda agora, a atuação sindical é contínua, consistente e anterior às denúncias que vieram a público posteriormente.
A seguir, confira a linha do tempo das principais ações extrajudiciais e judiciais do Sindicato:
Medidas judiciais e extrajudiciais
01/04/2025 – Banco Central do Brasil (Bacen)
Representação solicitando que a operação só prosseguisse com plena observância das normas do Sistema Financeiro Nacional, com pedido de análise da legalidade da compra diante de denúncias de ilicitudes e riscos ao BRB.
16/04/2025 - Ação Popular
Ação ajuizada para questionar a legalidade da aquisição do Banco Master, citando irregularidades, risco sistêmico e o fato de o patrimônio líquido do BRB ser praticamente público.
24/04/2025 – Comissão de Valores Mobiliários (CVM)
Representação relatando riscos e irregularidades no mercado de capitais envolvendo a operação BRB/Master, com pedido de apuração e envio de informações ao Bacen, MPF e TCU para eventual responsabilização cível e criminal.
22/07/2025 – Ministério Público Federal (MPF/DF)
Representação denunciando indícios de gestão temerária e aquisição irregular, com solicitação de instauração de Inquérito Civil e adoção de medidas por improbidade administrativa.
18/08/2025 – Ministério Público do Trabalho (MPT – 10ª Região)
Representação apontando riscos trabalhistas da operação, com pedido de Inquérito Civil Público e medidas para preservação dos empregos e dos direitos da categoria bancária.
19/08/2025 – Banco Central do Brasil (Bacen)
Aditamento à representação inicial, com pedido cautelar, solicitando:
● suspensão imediata da operação;
● abertura de Processo Administrativo Sancionador (PAS);
● cumprimento integral das normas legais, incluindo deliberação em assembleia e autorização legislativa prévia.
12/09/2025 – Ministério Público Federal (MPF/DF)
Aditamento à representação informando a rejeição da compra do Banco Master pelo Bacen e a deflagração da Operação Carbono Oculto, com pedido de instauração de Inquérito Civil e adoção de ações por improbidade administrativa e ações civis públicas contra os responsáveis, mesmo após a rejeição da operação.
12/09/2025 - Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI)
Questionamento da Lei Distrital nº 7.739/2025, apontando vícios de tramitação, violação à moralidade administrativa e riscos ao patrimônio público e aos empregos no BRB, especialmente após os desdobramentos da Operação Carbono Oculto.
24/09/2025 – Ministério Público Federal (MPF/SP)
Nova representação reforçando a rejeição da operação pelo Bacen e as denúncias relacionadas à Operação Carbono Oculto, além de apontar suspeita de aprovação relâmpago de projeto de lei no DF para viabilizar a compra.
Atuação desde o início, compromisso permanente
A linha do tempo comprova que o Sindicato dos Bancários de Brasília atuou desde o início, quando a operação ainda era tratada como fato consumado por parte de setores políticos e do mercado. A atuação sindical seguiu critérios técnicos, jurídicos e políticos, sempre com um objetivo claro: defender o BRB como banco público e proteger os trabalhadores e o patrimônio da população do Distrito Federal.
O Sindicato seguirá acompanhando os desdobramentos do caso, cobrando transparência, apuração rigorosa e responsabilização dos envolvidos.
Gabriel Antonoff
Do Sindicato dos Bancários de Brasília
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