O Sindicato está apurando denúncias de práticas de capacitismo e discriminação contra pessoas com deficiência (PcD) e trabalhadores neurodivergentes no Banco do Brasil.
Segundo os relatos encaminhados à entidade, as avaliações funcionais aplicadas pelo banco não levam em consideração as especificidades das condições de saúde dos trabalhadores com deficiência. A denúncia sustenta que critérios comportamentais estão sendo utilizados sem as adaptações necessárias, o que gera prejuízos nas avaliações de desempenho e impacta diretamente o desenvolvimento profissional desses funcionários.
Entre os pontos apontados estão a ausência de adequação de critérios relacionados à flexibilidade e à comunicação para trabalhadores neurodivergentes, além de notas inferiores atribuídas a esses bancários, o que dificulta a ascensão na carreira.
A denúncia também traz situações que caracterizam capacitismo no ambiente de trabalho. De acordo com o relato, trabalhadores com Transtorno do Espectro Autista (TEA) têm sido alvo de tratamento inadequado por parte de gestores, incluindo episódios de desqualificação e questionamentos sobre sua capacidade profissional.
Há ainda os impactos dos processos de reestruturação promovidos pelo banco. A denúncia afirma que pessoas com deficiência foram atingidas de forma significativa por descomissionamentos e que regras relacionadas à perda de função após afastamentos prolongados afetam especialmente trabalhadores com deficiência, doenças graves ou condições neurodivergentes.
O documento também questiona a estrutura de atendimento oferecida aos empregados com deficiência e neurodivergência, apontando deficiências na assistência prestada pelo Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho (SESMT) e pela Cassi. Além disso, alega que o Banco do Brasil não cumpre integralmente a cota legal destinada à contratação de pessoas com deficiência.
Sua denúncia é fundamental
Os relatos recebidos pelo Sindicato apontam para situações que podem não ser casos isolados. Por isso, é fundamental que bancárias e bancários do BB que tenham vivenciado ou presenciado episódios de discriminação, capacitismo ou tratamento inadequado relacionados à deficiência ou neurodivergência procurem a entidade e façam sua denúncia.
Todos os relatos serão tratados com absoluto sigilo. As informações recebidas poderão subsidiar ações de defesa da categoria, acompanhamento dos casos e encaminhamento das medidas cabíveis junto aos órgãos competentes.
Da Redação
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