O Sindicato segue mobilizado na defesa do Banco de Brasília e ainda mais atento, considerando as últimas notícias envolvendo a deliberação da Câmara Legislativa do DF (CLDF), nesta terça (3), com a aprovação do PL 2175/2026, e a prisão de Daniel Vorcaro, ocorrida na manhã desta quarta (4).
A defesa do BRB como um banco público e forte é princípio do Sindicato e seguirá como prioridade. Os dirigentes sindicais defendem também a necessidade da investigação e do julgamento, na forma da lei, de todos os responsáveis pelos crimes contra o BRB, com a identificação do roteiro do dinheiro público, das eventuais ligações com o crime organizado, dos vínculos com a Faria Lima e a garantia da punição exemplar dos causadores de prejuízo ao patrimônio público, diante de um crime desse tamanho contra o sistema financeiro e o patrimônio público. “É preciso recuperar a imagem do banco e aplicar as devidas sanções para todos os envolvidos que contribuíram na construção dessa página tão negativa na história do BRB”, diz Samantha Sousa, diretora do Sindicato.
O PL 2175/2026 e a mobilização da categoria bancária do BRB
O PL 2175/2026, enviado pelo GDF na semana passada, apresentou uma proposta de destinação de nove imóveis como garantia para a capitalização do banco e o restabelecimento das condições econômico-financeiras e regulatórias do BRB exigidas pelo Bacen, fragilizadas após a tentativa de comprar o Banco Master, autorizada pelo governo Ibaneis/Celina e coordenada pelo ex-presidente Paulo Henrique, sob os olhares complacentes de diretores, conselheiros e outros gestores.
No projeto consta o valor de R$ 6,6 bilhões como limite a empréstimos tomados pelo banco com o Fundo Garantidor de Crédito (FGC) ou outras instituições financeiras, o que sinaliza um possível valor do prejuízo. Além disso, foram acrescidas 13 emendas, que pediram, entre outras coisas, a inclusão de mecanismos de transparência, garantias de proteção ao patrimônio público, critérios mais claros para eventual venda de subsidiárias e contrapartidas financeiras ao Distrito Federal.
Na segunda-feira (2), o presidente do BRB, Nelson Antônio de Souza, reuniu-se por mais de 12 horas com os parlamentares distritais para apresentar dados sobre a situação do banco. Os diretores do Sindicato Robson Neri e Cristiano Severo, também funcionários do BRB, participaram da reunião, enquanto os diretores Edson Ivo, Daniel Oliveira, Ivan Amarante, Ronaldo Lustosa e Samantha Sousa conversavam com os parlamentares e acompanhavam suas declarações na área de imprensa.
Nesta terça (3), as galerias e a entrada da Câmara Legislativa do DF foram ocupadas pelos trabalhadores e trabalhadoras do BRB, resultado da campanha “Sou + BRB. Sempre BRB”, coordenada pelo Sindicato, para acompanhar a votação do PL.
No plenário, o debate sobre o PL 2175/2026 se deu de maneira bem acalorada, com muitas posições diferentes sendo expostas pelos parlamentares para justificarem seus votos. Uns demonstrando desconhecimento das lutas travadas pelo Sindicato em defesa do banco e da importância do BRB para a população e a economia brasiliense. Outros, por interesses desconhecidos, atacando a proposta mais factível no momento, ou seja, o primeiro passo para a defesa do BRB público e do DF, já que antes haviam apoiado a transação com o Master, dizendo que era um grande negócio. Ainda havia o grupo dos que afirmavam terem sido enganados pelo governador Ibaneis e por Paulo Henrique.
Bancárias e bancários do BRB não arredaram o pé das galerias e da frente da CLDF, onde um caminhão com som e telão retransmitia a sessão com os debates no plenário. Depois de quase 5 horas de discussões, o PL 2175/2026 foi aprovado em dois turnos por 14 parlamentares a favor; 10 votaram contra.
O projeto não é uma solução definitiva, mas a única alternativa para o momento, que permite seguir a luta em defesa do BRB público, garante os empregos e direitos da categoria e permite ao banco seguir cumprindo e executando os diversos programas sociais sob sua responsabilidade.
A palavra de ordem “Sou + BRB” continua
A aprovação pela CLDF do PL 2175 não significa reduzir a mobilização em defesa do BRB; pelo contrário, a categoria e o sindicato continuarão mobilizados em busca da solução que permita o fortalecimento do BRB. Para isso, é preciso:
Da Redação
Pedro César Batista
Colaboração para o Sindicato
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