
A quarta reunião entre o Comando Nacional dos Bancários e a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), realizada nesta quarta-feira (21), em São Paulo, para aprimorar o debate sobre a cláusula 37, de rankeamento e monitoramento de resultados; a cláusula 62, que trata da criação de centros de realocação e requalificação; e a 65, de adiamento emergencial, da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), terminou sem avanço. Uma nova rodada foi agendada para o dia 11 de julho, em São Paulo.
O fim do rankeamento individual no cumprimento de metas, que expunha o bancário e era motivo para humilhações e assédio moral, foi uma das grandes conquistas da categoria em razão das fortes mobilizações dos últimos anos. Mas a Fenaban, sob pretexto de prestigiar o que ela considera os "destaques" nos locais de trabalho, quer flexibilizar essa cláusula e voltar a expor os bancários a situações de humilhação.
"Essa posição dos bancos é na verdade um retrocesso de uma conquista da categoria, para retomar, por intermédio da lista de cumprimento de metas, a pressão sobre os bancários com a utilização de diversos mecanismos de constrangimento para aumentar a sobrecarga de trabalho. Queremos avançar e não retroceder nas relações de trabalho dentro dos bancos", afirma Sérgio Trindade, secretário de Imprensa da Federação dos Bancários do Centro Norte (Fetec-CUT/CN), que representou a entidade nas negociações desta quarta-feira com a Fenaban.
Os representantes dos trabalhadores apontaram os problemas de cada uma das alterações propostas pela bancada patronal. A cláusula 65 foi a que teve mais avanço, porém as negociações ainda não foram concretizadas, já que a bancada patronal insiste que as negociações devem ser fechadas com as três cláusulas juntas. “Vamos voltar as nossas bases para debater as propostas e buscar uma saída que encontre consenso na mesa de negociação”, completou o presidente da Contraf-CUT, Roberto von der Osten.
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