

Aprovado pela comissão especial da Câmara dos Deputados que trata da reforma política, o modelo eleitoral conhecido por “distritão” tende a facilitar a reeleição dos atuais congressistas. Além disso, o modelo beneficia os candidatos com mais recursos financeiros, já que acaba com as eleições proporcionais e enfraquece os partidos políticos.
Se confirmadas no Plenário, as alterações já valerão para as eleições do ano que vem e para o pleito de 2020. Pelas novas regras, serão eleitos apenas os candidatos mais votados em cada Estado, sem levar em conta o total de votos recebidos por cada coligação.
O “distritão” é usado em poucos países do mundo. Hoje, só adotam este método o Afeganistão, os Emirados Árabes Unidos, o Kuwait e Vanuatu, além das Ilhas Pitcairn (um território britânico no Pacífico).
Também foi aprovado pela comissão que, caso seja adotado o sistema distrital misto, o candidato possa disputar mais de um cargo na mesma eleição.
Votação em setembro
Para entrar em vigor nas próximas eleições, a mudança, proposta pelo PMDB, ainda terá de ser aprovada por pelo menos 60% dos parlamentares nos plenários da Câmara e do Senado até setembro, que é o prazo dado para que alterações na legislação eleitoral tenham validade no ano seguinte e para o pleito de 2020.
A partir de 2022, o sistema mudará para distrital misto. Nesse modelo, metade dos legisladores federais, estaduais e municipais será escolhida por meio de listas, e os outros 50%, pelo voto majoritário distrital.
Da Redação com Valor Econômico e Agência Câmara de Notícias
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