
Nesta quarta-feira (6), Dia Nacional de Mobilização da CUT (Central Única dos Trabalhadores) e dos movimentos sociais (MST, Central de Movimentos Populares, Marcha Mundial de Mulheres e Via Campesina), milhares de trabalhadores realizam uma série de manifestações por todo o país, incluindo atos públicos, paralisações em empresas de todos os setores e no serviço público, passeatas, panfletagens e protestos. O objetivo é pressionar os patrões e o governo federal, os governos estaduais, as prefeituras, os deputados e os senadores para que atendam as reivindicações da classe trabalhadora e promovam as mudanças de que o Brasil precisa.
Em Brasília, trabalhadores rurais, militantes cutistas, crianças e idosos, homens e mulheres se concentram em frente ao Palácio do Buriti, sede do governo do DF, com faixas e cartazes reivindicando o atendimento da pauta que compõe o Dia Nacional de Mobilização. Eles aguardam a chegada do governador Agnelo Queiroz para fazer a entrega da pauta com as demandas e agendar uma reunião.
As manifestações também abrem a agenda das campanhas salariais de diversas categorias, como a dos bancários, em todo o país.
“Trata-se, sobretudo, de uma mobilização em defesa dos interesses da classe trabalhadora e pelo desenvolvimento do país”, resume o presidente do Sindicato dos Bancários de Brasília, Rodrigo Britto. Durante a manhã, o Sindicato, juntamente com representantes de outras categorias, distribuiu panfletos à população em que defende um modelo de desenvolvimento com inclusão social e ganhos reais.
Paralelamente à concentração dos trabalhadores em frente à sede do governo local, os bancários das quatro agências do Itaú Unibanco no Setor Comercial Sul (SCS), com o apoio do Sindicato, paralisaram o atendimento das 11h ao meio-dia para combater a onda de demissões que vêm ocorrendo na instituição país afora.
Recepção aos parlamentares
No primeiro dia de mobilização em Brasília, nesta terça (5), os trabalhadores ocuparam o saguão de desembarque do Aeroporto Juscelino Kubitschek, numa recepção inusitada aos parlamentares. O foco do protesto foi contra a privatização dos aeroportos no país.
Mobilização continua
As atividades seguem durante a tarde, com panfletagem na rodoviária do Plano Piloto, a partir das 15h. Também está prevista a entrega do Plano Nacional de Educação no Congresso Nacional, às 17h, contendo propostas de melhorias do ensino na área urbana e rural.
O Dia Nacional de Mobilização é promovido pela CUT em conjunto com o Movimento Social e Popular, o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), a Marcha Mundial das Mulheres (MMM) e Central de Movimentos Populares (CMP).
A pauta de reivindicações unificada dos trabalhadores tem como propostas principais:
• Ganhos reais e cláusulas sociais nas campanhas salariais do 2º semestre
• Redução da jornada para 40 horas semanais sem redução de salário
• Liberdade e autonomia sindical
• Fim do Imposto Sindical
• Combate às práticas antissindicais
• Fim do Fator Previdenciário
• Combate à precarização e à terceirização
• Aprovação do Plano Nacional de Educação em 2011 que valoriza profissionais
Thaís Rohrer
Do Seeb Brasília
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