Após a aprovação do regimento interno, teve início a 13ª Plenária Estadual da CUT-DF com debate sobre conjuntura nacional e local. Participaram o deputado federal José Genoíno e o coordenador da Liderança do PT na Câmara Legislativa, Raimundo Junior.
Genoíno lembrou que está em disputa tudo aquilo o que foi construído ao longo dos oito anos do governo Lula. “O nosso projeto - nacional, popular e democrático – se choca com o conservadorismo político-ideológico dos neoliberais”, disse.
O parlamentar enfatizou que a oposição, a direita, não aceita, ideologicamente, que “sejamos o condutor desta história vitoriosa”. Por isso mesmo, segundo Genoíno, é necessário aprofundar essa disputa, na qual sairemos vitoriosos pelo papel e liderança de Lula e Dilma, pela liderança do PT, pelas alianças políticas e pela participação dos movimentos sociais.
Referindo-se aos grandes grupos de mídia, Genoíno frisou a agenda que os veículos de comunicação tentam emplacar. “A mídia que está a serviço da direita inventa uma agenda para criar mal-estar na sociedade, justamente no momento em que o país vai bem. O objetivo é enfraquecer o nosso projeto”.
Genoíno destaca que para reafirmar e viabilizar o projeto do PT é preciso sustentabilidade social, política e fiscal.
Sobre a conjuntura local, Raimundo Junior enfatizou que o GDF vem acumulando boas iniciativas em várias áreas, no sentido de tornar a máquina pública mais operativa. “O governo Agnelo está procurando reaparelhar a máquina pública, o que vai contra todos os interesses neoliberais até então estabelecidos no DF”, disse.
Para Raimundo, falta articulação política para defender o governo local, que será “legitimamente republicano”. O coordenador também defendeu que – com o alinhamento dos governos Dilma e Agnelo – o GDF possa dispor de plena gestão do Fundo Constitucional.
Em contraponto, as falas dos participantes da Plenária mostraram a insatisfação com o governo Agnelo. Para eles, o governador ainda prioriza as negociações com o empresariado e falha na composição de uma política junto com o movimento sindical, feita para a classe trabalhadora. “Nós precisamos de uma resposta imediata para as nossas reivindicações”, disse uma das participantes da Plenária. “O que nós esperamos é que este governo chame esta classe trabalhadora para o diálogo e construa uma plataforma para os trabalhadores e trabalhadoras do DF”, avaliou o secretário de Política Social da CUT-DF, Ismael José César. "Temos que lembrar que cada um tem o seu papel: governo é governo, sindicato é sindicato. Temos que continuar a luta", disse o secretário de Organização da CUT Nacional, Jacy Afonso de Melo.
Fonte: CUT-DF
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