Em meio à forte greve dos empregados e após mais uma cobrança da representação dos empregados, a Caixa marcou uma nova mesa de negociação para esta quarta-feira (16). A confirmação atende à exigência de uma data para retomar as tratativas. Agora, os trabalhadores cobram avanços que permitam superar o impasse e construir um acordo que preserve seus direitos.
A greve permanece. No comunicado sobre o agendamento, a Contraf-CUT orienta os empregados a manter a mobilização, ampliar o diálogo com os colegas e fortalecer a participação nas atividades sindicais para pressionar a direção do banco por respostas efetivas.
A nova rodada ocorre após a rejeição da proposta do Acordo Coletivo de Trabalho pela maioria das bases, nas assembleias de sexta-feira (11). Ao apresentar aqueles termos, a Caixa havia anunciado que retiraria a proposta e recorreria ao dissídio coletivo caso não houvesse aprovação.
No domingo (13), em resposta a um ofício da Contraf-CUT, a empresa informou que reabriria as negociações e suspenderia as medidas administrativas anunciadas enquanto as tratativas estivessem em andamento. Também comunicou que adotaria providências para prorrogar excepcionalmente os benefícios nas condições praticadas antes de 31 de agosto, até a conclusão das conversas. Naquele momento, porém, a reunião ainda não tinha data.
O agendamento dá continuidade a esse recuo, mas os pontos que motivaram a rejeição da proposta seguem em disputa. Entre as principais cobranças está a preservação do Saúde Caixa, com resistência dos empregados à transferência de custos que comprometam o acesso ao plano e o orçamento das famílias.
Em Brasília, o Sindicato mantém a mobilização nas unidades e a disposição para negociar. A expectativa para quarta-feira é que a Caixa apresente respostas às reivindicações e transforme a retomada do diálogo em avanços concretos. Até lá, a orientação é fortalecer a greve e acompanhar as informações da Contraf-CUT e do Sindicato.
Da Redação
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