O programa Roda Viva, da TV Cultura, entrevistou a presidenta do Banco do Brasil, Tarciana Medeiros, no dia 9 de março, dentro da programação das atividades da semana da mulher.
Merece atenção o ponto em que ela destaca o papel do banco no desenvolvimento do país: “eu não tenho dado mais ênfase ao social, tenho dado ênfase à obrigação do banco. Trabalho em um banco público com economia mista”.
Ao responder ao entrevistador, Ernesto Paglia, sobre o tema, ressaltou que “o resultado econômico não concorre com o papel social do banco”. Detalhou a composição do capital do BB, dizendo que “50,01% das ações são do governo federal e 49,9% das ações estão no mercado financeiro”. Isso mostra a força do mercado na direção do banco público. Entre os acionistas privados, informou que “23% das ações são do capital internacional”. Segundo a presidenta Tarciana, “tenho a exigência dos investidores e acionistas”.
A entrevista destacou a política de integração e ampliação da participação de mulheres e negros na direção. Porém, ao afirmar que “quem investe no BB e está conosco há muitos anos entende e sabe que o banco dará o resultado econômico”, deixa claro o que está em primeiro lugar na política de sua gestão.
O Sindicato tem travado duras lutas com a direção do Banco do Brasil, especialmente quando a instituição desrespeitou a conquista histórica da jornada de seis horas, que sofreu um ataque no momento em que a direção tentou impor a ampliação da jornada para oito horas, provocando enorme desgaste e prejuízos à categoria.
Essa postura da direção do BB reproduz a política dos bancos privados e do mercado financeiro, que tenta transformar o maior banco do Brasil em um instrumento a serviço do capital financeiro, nacional e internacional.
Confira a seguir a íntegra da entrevista:
Da Redação
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