O Sindicato tem recebido diversas denúncias dando conta de uma realidade marcada pela prática de assédio moral e de desrespeito por parte da Ditec (Diretoria de Tecnologia) do Banco do Brasil. Relatos apontam que as gerências da Gesec (Gerência de Serviços e Experiência do Cliente) têm imposto aos assessores e analistas riscos à integridade física e prejuízos à qualidade de vida por causa de mudanças nas regras do home office.
O trabalho na modalidade home office (flex e híbrido) vem sendo exercido pela Ditec desde 2022, com escala previamente acordada, dentro da equivalência mensal respectiva ao mês.
Os registros eram realizados em planilha compartilhada, e as opções por determinados dias (consecutivos ou alternados) das semanas eram acordadas a critério dos integrantes (Assessores de TI, Analistas e Gerentes de Equipe). A única regra restritiva e obrigatória era a limitação de, no máximo, 50% da equipe em trabalho remoto por dia.
Forçosamente e sem qualquer justificativa, as Gerências de Equipe da Gesec determinaram a reprogramação das opções de trabalho de seus assessores e analistas, com efeito a partir de fevereiro de 2025 para alguns e a partir de março deste ano para outros. O objetivo foi alternar, na mesma semana, dois dias de trabalho obrigatoriamente presenciais com três dias em esquema remoto para os Assessores de TI e Analistas egressos de outros bancos e, analogamente, três dias de trabalho presenciais com dois dias em esquema remoto para os Gerentes de Equipe.
Segundo o normativo, não há expressa obrigatoriedade de alternar os dias de trabalho presencial e remoto dentro da mesma semana, desde que seja respeitada a equivalência mensal.
Além disso, o normativo não é taxativo quanto à modalidade de TRI Híbrido no que se refere à obrigatoriedade de trabalho presencial nos moldes agora impostos.
Quando questionados, os responsáveis alegaram que apenas seguem ordens superiores ou, ainda, que o normativo estabelece essa exigência, o que não corresponde à verdade.
A decisão, exercida de forma autoritária, sem transparência e ferindo o Código de Ética, está provocando indignação coletiva e impactos no clima organizacional.
Riscos aos funcionários e ao BB
Além da insatisfação geral, a decisão descabida acarreta riscos iminentes à integridade física dos Assessores, Analistas e, inclusive, dos Gerentes de Equipe, bem como riscos potenciais de ordem patrimonial para o Banco do Brasil. Isso porque há o aumento da frequência do traslado dos equipamentos, que anteriormente era realizado quinzenalmente, uma vez que a maioria absoluta dos funcionários optava pelo trabalho em esquema remoto continuado em torno de duas semanas, e, simultaneamente, da mesma forma, o restante do mês presencialmente.
Com o novo esquema, o transporte dos equipamentos entre a casa e o local de trabalho deverá ser feito obrigatoriamente todas as semanas. Ou seja, o risco aumentará de duas para oito vezes ao mês, já que, semanalmente, o funcionário precisará levar e trazer os equipamentos. Resumindo: os riscos quadruplicaram!
Embora seja de fácil dedução, é importante observar que os trajetos incluem transporte coletivo (ônibus, metrô e/ou trem), além do percurso a pé. Essas condutas são comuns à maioria absoluta, potencializando sobremaneira os riscos.
O sentimento comum é da falta de transparência, respeito e consideração às pessoas que têm suas rotinas alteradas da noite para o dia sem qualquer razão justificável.
Não podemos permitir que atitudes déspotas impactem na segurança e na qualidade de vida e profissional dos colaboradores da Gesec. Afinal, o BB apregoa cuidar do que é valioso para as pessoas.
Da Redação