O programa de metas Sinergia nasceu com a promessa de não gerar concorrência entre os colegas e reduzir a pressão. Mas na prática não é o que está ocorrendo. O Sindicato recebe mais denúncias sobre pressão para cumprir metas, ameaças de descomissionamentos e assédio moral. Por isso, o Sindicato intensificará as visitas às agências para dialogar com os bancários e clientes sobre esses problemas.
O programa de metas Sinergia nasceu com a promessa de não gerar concorrência entre os colegas e reduzir a pressão. Mas na prática não é o que está ocorrendo. O Sindicato recebe mais denúncias sobre pressão para cumprir metas, ameaças de descomissionamentos e assédio moral. Por isso, o Sindicato intensificará as visitas às agências para dialogar com os bancários e clientes sobre esses problemas.
Metas e pressão
As metas quando são criadas têm por finalidade apontar objetivos e servir de estímulo para os funcionários. Mas não é o que acontece. Na disputa pelo mercado, a pressão pelo cumprimento de metas aumenta a todo instante, no setor público ou privado. Os bancos públicos têm compromisso com a população que devem ser cumprido, como servir de balizador no mercado da taxa de juros e redução de tarifas. Assim, obriga o sistema privado a rever suas estratégias e quem ganha é o povo.
Assédio moral
O dano moral e o assédio moral têm sido práticas comuns nos bancos, apesar das ações da Contraf-CUT e sindicatos filiados. O Sindicato solicita aos bancários que denunciem qualquer prática de assédio moral no site www.bancariosdf.com.br ou pelo telefone (61) 3346-9090.
Bancário ou vendedor?
Ourocap, Brasilprev, consórcios, seguros etc. Na cabeça do bancário de agência não há outra coisa além disso. Com a pressão pelo cumprimento de metas e o risco das agências e superintendência caírem de nível, os bancários se desdobram para vender produtos. A pressão é tão intensa que vários funcionários estão sofrendo de estresse e pondo em risco sua saúde para não prejudicar o bolso. Caso uma agência ou superintendência caia de nível, reduzem as dotações, comissões e salários. O Sindicato procurará a direção do banco para tratar do assunto e impedir que os bancários sejam prejudicados.
Dotações
Nas visitas às agências o Sindicato percebe a necessidade de convocações de novos colegas para suprir o excesso de serviços. O Sindicato tomará providências junto à Dired para rever as dotações do quadro de funcionários de agências e criar mecanismos para agilizar as convocações dos aprovados no concurso de 2006. O excesso de trabalho dos colegas de agências está gerando um alto grau de estresse e depressão, além de propiciar o ambiente para a prática de assédio moral. É fundamental que a Dired reveja as dotações ou providencie uma forma de antecipar as posses de futuros bancários para aliviar a tensão, explica Rodrigo Britto, diretor do Sindicato.
Classificação
O Sindicato reafirma seu posicionamento contra o atual modelo de classificação de agências e superintendências. O assunto será encaminhado para a Comissão de Empresa da Contraf/CUT para ser novamente pautado nas negociações. É inaceitável que um funcionário tenha a comissão reduzida pelo fato de sua dependência ter caído de nível, afirma Eduardo Araújo, diretor do Sindicato e da Contraf/CUT. A classificação por níveis deveria servir para colaborar na melhoria das condições de trabalho das dependências, e não para piorar as condições salariais do bancário.