Negociações no BB terminam sem avanços

0
Terminou sem avanços a primeira reunião entre a Contraf-CUT e a direção do BB para tratar da Cassi e Previ.

Terminou sem avanços a primeira reunião entre a Contraf-CUT, representada pela Comissão de Empresa dos Funcionários, e a direção do Banco do Brasil para tratar prioritariamente de dois temas importantes do funcionalismo: Cassi e Previ. Nada de concreto foi apresentado no encontro, que marca a retomada das negociações permanentes após a Campanha Nacional dos Bancários.

A Comissão de Empresa entregou à direção do BB dois documentos em que constam, separadamente, contrapropostas para solução do grave problema de déficit da Caixa de Assistência e as reivindicações da categoria cobrando melhorias no plano de benefícios e a alteração do estatuto da Previ, para acabar com o voto de Minerva no Conselho Deliberativo, entre outros itens. “Os documentos servirão como subsídio para a discussão das reivindicações dos bancários no que diz respeito a estes dois temas”, explica Mirian Fochi, diretora do Sindicato e representante da Federação Centro-Norte na Comissão de Empresa.

Quanto à Cassi, a Comissão de Empresa cobrou do banco o cumprimento do estatuto sobre a regularização do recolhimento da contribuição patronal sobre o salário dos funcionários admitidos a partir de 1998, além do aporte extraordinário de R$ 400 milhões para serviços próprios, a inclusão do plano odontológico no Plano de Associados e que o BB assuma as despesas de bancários vítimas de doenças do trabalho. Em contrapartida, os representantes dos trabalhadores se disporiam a discutir a proposta do banco sobre Fator Moderador – uma das condições do banco para avançar nas negociações.

Mas o BB, apesar de dizer que a Cassi é um assunto que preocupa, não apresentou nada de concreto, contrariando a expectativa dos bancários que viam na disposição em discutir o Fator Moderador a sinalização para um avanço na contraproposta do banco. Pelo contrário: o BB insiste na contribuição dos associados em 15% nos exames de rotina e de 10% para os pacientes com doenças crônicas (neste caso após a definição do que seria doença crônica), no aporte de R$ 200 milhões e não se posicionou sobre o cumprimento do estatuto para os novos funcionários. O banco também propôs incluir o Plano Odontológico no Estatuto, sem implementá-lo, e não concorda com o custeio das despesas com doenças do trabalho. 

“O que vimos foi uma postura contraditória do banco, que antes afirmava que a co-participação é fator moderador. Agora que nos dispomos a discutir a proposta, considerando as exceções apresentadas para não prejudicar os associados, destravando as negociações, o banco recua, não aceita as exceções e nem diz que vai cumprir o estatuto. Uma postura indiscutível de incoerência”, afirma Eduardo Araújo, diretor do Sindicato.

Diante do impasse, as negociações foram suspensas. Nova rodada deve ser marcada para breve.  “Vamos continuar mobilizados e pressionando o banco, para que atenda nossas reivindicações o mais rapidamente. Somente com pressão iremos arrancar algo do banco, assim como na campanha salarial”, disse a diretoria do Sindicato Mirian Fochi.

Previ

Sobre a Previ, a Comissão de Empresa reafirmou as reivindicações já apresentadas ao banco, dentre as quais a melhoria no plano de benefícios, o aumento do benefício mínimo, do teto de benefícios de 75% para 90% da renda bruta e do patamar de pensões de 60% para 80%, entre outros itens, mas o BB também não apresentou respostas.