Apesar do lucro de R$ 3,23 bi, Itaú Unibanco não quer aumentar PCR

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Contraf-CUT

A postura do Itaú Unibanco na negociação desta quarta-feira, 5, que deu continuidade às negociações com a Contraf-CUT a respeito do Programa de Complementação dos Resultados (PCR), desagradou e muito aos trabalhadores. Além de não aumentar o valor de R$ 1.600 oferecido na última reunião e rejeitado pelas entidades sindicais, o banco acenou com restrições que piorariam a situação dos bancários.

A empresa propôs reduzir a quantidade de bancários que receberiam o PCR. Além disso, sugeriu o desconto do valor do PCR do Agir, outro programa próprio de remuneração variável do banco. A representação dos bancários rejeitou as propostas.

"É inaceitável a postura do banco, que obtém lucros astronômicos graças ao nosso trabalho. O lucro recorde alcançado pelo banco no primeiro trimestre de R$ 3,23 bilhões precis ser revertido em valorização dos funcionários e em mais contratações para as condições de trabalho", afirma Louraci Morais, diretora do Sindicato.

"O que o banco está apresentando é muito ruim. Já existe um clima de grande insatisfação entre os bancários, o que levou a uma participação muito expressiva dos funcionários do Itaú Unibanco na campanha salarial do ano passado. Esse descontentamento piorou ainda mais com o processo de fusão. Uma proposta de PCR como essa vai agravar ainda mais a situação de descaso com os trabalhadores", sustenta Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT.

Trabalhadores e empresa definiram prazo até esta sexta-feira, 7, para retomar as negociações e resolver a questão. "Esperamos que o banco traga uma proposta que contemple e valorize todos os trabalhadores, principais responsáveis pelos lucros bilionários da instituição", diz Cordeiro.