Nos últimos anos, os bancos digitais ganharam milhões de clientes no Brasil com promessas de praticidade, aplicativos fluidos e isenção de tarifas. No entanto, um movimento silencioso — e cada vez mais frequente — vem chamando atenção: clientes experientes estão migrando novamente para bancos tradicionais.
A mudança foi detalhada em um vídeo recente do canal Conexão Bancária, no qual o educador financeiro Mário Rocha explica por que decidiu abrir mão dos bancos digitais e concentrar sua vida financeira em instituições tradicionais.
Segundo ele, a decisão não tem relação com nostalgia ou resistência à tecnologia, mas com estratégia financeira, fase de vida e gestão de risco.
O primeiro ponto levantado é a sensação de segurança. Para Mário, bancos tradicionais oferecem maior previsibilidade em situações críticas, como:
“Ter um gerente que liga, acompanha movimentações e resolve problemas rapidamente faz toda a diferença”, destaca.
Esse tipo de acompanhamento ainda é raro em bancos 100% digitais, onde o atendimento costuma ser automatizado ou limitado a chats.
Outro fator decisivo são os limites de crédito significativamente maiores nos bancos tradicionais.
Segundo o relato, os números chamam atenção:

Além do cartão de crédito, entram na conta:
Tudo isso é facilitado quando há relacionamento bancário ativo, salário creditado na conta e histórico longo.
Apesar da percepção popular de que bancos digitais são sempre mais baratos, o vídeo aponta o contrário em muitos casos práticos.
Exemplos citados:
A explicação é simples:
Bancos tradicionais captam recursos a custos menores e conseguem oferecer juros mais competitivos em linhas longas.

O ponto central do debate não é “qual banco é melhor”, mas qual faz mais sentido para o momento de vida do cliente.
Mário resume a escolha com clareza:
Ele reforça que bancos digitais continuam sendo úteis, especialmente para:
Mas, para decisões grandes, o banco tradicional voltou ao centro da estratégia.
Especialistas apontam que, com juros elevados, crédito mais restrito e maior preocupação com risco, o relacionamento bancário tende a ganhar ainda mais valor nos próximos anos.
O crescimento dos bancos digitais desacelerou, enquanto os tradicionais investem pesado em:
Fonte: A revista
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